domingo, 30 de agosto de 2015

Acidente com ciclista na Av. Amaral Peixoto

Por Sérgio Franco


Foto: Michelle Castilho

Sábado, 29 de Agosto, nossa amiga Thaís Finochio, integrante do Pedal Sonoro, sofreu um grave acidente envolvendo um Táxi na esquina da Av. Amaral Peixoto com Rua Visconde de Uruguai.

Segundo informações, Thaís estava seguindo para mais um evento do Pedal Sonoro e pedalava pela ciclovia sentido Av. Marquês do Paraná e o Táxi vinha pela Av. Amaral Peixoto e virou na Rua Visconde de Uruguai, onde o acidente ocorreu.

Local do Acidente
Foto Google Maps


Thaís foi levada para o Hospital Azevedo Lima onde foi constatada uma fratura no braço e no maxilar onde até ontem, segundo informações, se encontrava na UTI e aguardava cirurgia. Não corria risco de vida.

Não vamos aqui julgar se um ou outro teve culpa, não é o nosso papel, mas vamos questionar a infraestrutura. 

A ciclovia da Av. Amaral Peixoto circula 112,5 ciclistas por hora e estes convivem diariamente com o conflito nas esquinas desta avenida. A ciclovia, de grande sucesso e de grande fluxo de ciclista, inaugurada à mais de 1 ano, pena pela falta de sinalização e fiscalização adequadas.

Em toda sua extensão não possui um semáforo voltado para os ciclistas que ali circulam e nem mesmo placas com orientação para motoristas.

Algumas esquinas, como a da Rua Maestro Felício Toledo e Rua Visconde de Sepetiba são particularmente mais perigosas. Além da falta de sinalização adequada, o ciclista fica ocultado dos veículos que seguem em direção a Av. Amaral Peixoto.

Temos que lembrar que no fim de semana passado, outro ciclista (Bruno May), integrante do Ciclistas de Niterói, foi atropelado por um carro que seguia em grande velocidade pela mesma Av. Amaral Peixoto. Por muita sorte o ciclista nada sofreu, mas teve sua bicicleta quebrada.

Danos a bicicleta


A NitTrans é a principal responsável por este e outros acidentes. Tempo suficiente para adequar a sinalização já teve. A inoperância da empresa não se resume a total falta de sinalização, mas também a total falta de manutenção das poucas ciclovias existentes e principalmente de uma fiscalização inexistente.

A NitTrans parece não entender que melhorar a "fluidez do trânsito" é incentivar o uso dos transportes públicos e das bicicletas. É oferecer condições para que mais pessoas adotem os dois. Quanto mais pessoas usando os dois, menos carros nas ruas, melhor "fluidez no trânsito". Vale lembrar que o presidente da NitTrans é também o sub secretário de transportes de Niterói.

Não podemos nos esquecer da Secretaria de Urbanismo e Mobilidade completamente ausente.

Se nossa estrutura cicloviária não for adequadamente melhorada outros acidentes tenderão à ocorrer e a tão propagada "fluides no trânsito" não melhorará pois  muitas pessoas estão deixando de usar a bicicleta por falta de uma estrutura adequada e continuando a usar seus carros.

Não, bicicleta não é um meio de transporte perigoso, não estamos dizendo isso. Pelo número de ciclistas que circulam pelas ruas de Niterói e pela quantidade de acidentes o número é insignificante proporcionalmente, contudo, uma vida não é só estatística!




sábado, 29 de agosto de 2015

Esta Semana Experimente Ir de Bike!!!

Por Sérgio Franco



Se você sempre quis ir trabalhar de bicicleta mas estava com medo, esta é a semana para você aderir, experimentar e constatar como é possível e agradável.
Do dia 1º ao dia 7 de Setembro é dia de experimentar ir de bike para o trabalho!
Do dia 1 ao dia 7 de setembro será instala uma ciclofaixa na Av. Marquês de Paraná.
Ciclofaixa Reversível
Esta é a principal rota de quem pretende ir ou já costuma usar a bicicleta para ir ao Centro (ou vir dele), onde foram contabilizados no dia 19 de Agosto nada menos do que 249 ciclos por hora na ligação Zona Sul - Centro e na ligação Zona Norte - Centro foram contabilizados 128 ciclos por hora! 

São pessoas que descobriram a praticidade e a rapidez que é usar a bicicleta como meio de transporte.

É possível, e é perto!

5 km!

Mora dentro deste raio e vai em direção ao Centro? Então a bicicleta é o seu meio de transporte ideal! São mais ou menos 30 min pedalando devagar em uma bicicleta de aro 20 (aquela amarelinha, dobrável, do circuito pedalar)! Vai para o Rio? Não se paga nada a mais para levar sua bike junto com você! Vai ficar em Niterói mesmo? Bicicleta não tem dificuldade de "estacionamento"!

Esta preocupado com a roupa? Não importa o seu estilo, também é possível ir de bicicleta!

Com paletó ou jaqueta

Social ou informal

E as mulheres...

Cada uma no seu estilo!

Na primeira vez em que foi implantada foi um enorme sucesso! Pessoas que nunca tinham utilizado a bicicleta foram para o trabalho com ela! Verdadeiros "comboios" passavam pela ciclofaixa! (Matéria AQUI).

Então, não vamos deixar esta oportunidade passar! Se nunca experimentou usar a bicicleta, experimente!  Se já é usuário da bicicleta, valorize a ciclofaixa, vamos demostrar que somos muitos e precisamos dela! 

É o ideal? Definitivamente não! Precisamos sim de algo definitivo mas não podemos deixar de aproveitar uma oportunidade destas.

O Mobilidade Niterói estará presente fazendo as contagens de sempre para mostrar que a cada dia somos mais! Mas atenção, só serão contados os ciclistas que estiverem usando a faixa!

Nos encontramos lá!












sexta-feira, 28 de agosto de 2015

8ª Contagens de Ciclos - Ciclovia Amaral Peixoto - Ótimas Notícias!

Por Sérgio Franco

Muitos Ciclistas

Foram tantas ótimas notícias nesta 8ª contagem realizada na ciclovia da Av. Amaral Peixoto que foi difícil escolher a capa. O que faríamos, manteria as capas tradicionais ou colocaríamos os destaques?

A foto abaixo pode parecer combinada mas não foi. Aliás, a única coisa que foi combinada foi a pose depois de um grito "galera, pose pra foto!"

7 ciclistas juntos no sinal!

Um momento que já não é mais tão raro, o encontro de vários ciclistas, parados no sinal. Não, eles não estavam juntos, o destino é que uniu todos nesta parada! Sinal dos tempos, os números crescendo, mais ciclistas, situações como esta vão ficar cada vez mais comuns.

Talvez um dia não falaremos mais em ciclovias mas em "autovias", vias para segregar os automóveis e não os ciclistas.

Mas já que estamos falando de número de ciclistas, tivemos um aumento de 11,4% no fluxo de ciclistas se comparado com o mês de Julho, ou seja, passamos de 100,5 ciclista por hora para 112,5 ciclistas por hora! (Relatório completo AQUI)

112,5 ciclistas por hora

O crescimento tem sido linear, mesmo com a greve da UFF, que tem mais de 50.000 alunos, e a falta de aula diminui drasticamente o movimento na cidade.

Crescimento constante mesmo com a Greve da UFF


Mas não é só, as meninas de Niterói estão surpreendendo, somos umas das cidades onde mais as mulheres estão adotando a bicicleta como meio de transporte, chegamos ao incrível patamar de 16% de mulheres usuárias do transporte ativo!

16% de usuárias mulheres

Como podemos constatar, a tendência de crescimento da participação das mulheres no uso da bicicleta continua! Acreditamos na continuidade do crescimento, mais mulheres usando as bicicletas encorajam mais mulheres a usarem bicicletas como meio de transporte.

Tendência de crescimento  na participação das mulheres

Em pesquisas realizadas com não usuários das bicicletas (Relatório AQUI) e em conversas informais ficou claro que existe um enorme potencial em nossa cidade para que cada vez mais homens e mulheres optem pelo uso da bicicleta como meio de transporte.

Respostas de Não Ciclistas

E a principal barreira para não usarem é a falta de ciclovias, ou seja, uma ligação segura.

Respostas de Não Ciclistas

Ou seja, esta tendência de crescimento poderia ser exponencial se já existissem estruturas cicloviárias seguras e adequadas para que novas pessoas se tornassem novos usuários da bicicleta como meio de transporte.

As distâncias na em Niterói são pequenas, favoráveis à utilização da bicicleta. Algo que o Mobilidade deixa claro, não, o incentivo ao uso das bicicletas não atrapalha aqueles que por um motivo ou outro tenham que usar o carro, pelo contrário, quanto mais pessoas utilizarem as bicicletas nas curtas distâncias (em média 5 km) menos carros estarão nas ruas, ou seja, o trânsito será mais fluido para todos os motoristas que tem que usar o carro. 

5 km


Ficamos na dúvida quanto ao falar dos aspectos negativos constatados na contagem, mas como as notícias boas superaram as ruins, vamos fazer só estas pequenas constatações.

Continuamos flagrando pessoas caminhando na ciclovia:

Pedestres

E até ciclistas

E um mototaxista, para evitar dar a volta, usou a ciclovia como pista;

Mototaxista usando a ciclovia de pista


Vamos esperar setembro, vamos bater mais recordes de usuários? Se a ciclofaixa REVERSÍVEL realmente sair na próxima terça feira conforme contato telefônico com a NitTrans feita por integrantes da Massa Crítica Niterói, sim, vamos bater mais recordes!









domingo, 23 de agosto de 2015

Contagem de Ciclos Da Marquês de Paraná - Ligação Zona Norte

Por Sérgio Franco

128 ciclos por hora!

O que todos os ciclistas já sabiam ficou confirmado, o enorme fluxo de ciclistas que existe na Av. Marquês de Paraná ligação Zona Norte com Zona Sul. 128 ciclos por hora, contagem maior do que todas realizadas a Av. Amaral Peixoto este ano!

Relatório AQUI!

O fluxo intenso só mostra a predisposição da população em adotar a bicicleta como meio de transporte, afinal é um transporte barato e prático que pode atender praticamente toda a grande Niterói e percorrer 5 km de bicicleta é praticamente percorrer toda grande Niterói.

5 Km

Interessante notar que o movimento de ciclistas é intenso em ambas as direções, tanto para a direção da Zona Norte quanto para a direção da Zona Sul, como podemos ver no gráfico.

Fluxo intenso para ambos os lados


Chamamos atenção ainda para a comparação com a ciclovia da Av. Amaral Peixoto, onde o maior pico registrado foi em Abril, com 126 ciclos por hora no horário de 7 às 8 horas; já na Av Marquês de Paraná (ligação com a Zona Norte) a contagem foi de 128 ciclos por hora com pico de 149 ciclos por hora!

O que chamou atenção, de forma negativa, foi a baixa participação das mulheres no uso da bicicleta neste trecho, somente 6%. A explicação pode no próprio trecho em si, temerário para ciclistas menos experientes.

Vale lembrar que grande parte daqueles que poderiam usar a bicicleta como meio de transporte estão vindo do outro lado da Alameda São Boa Ventura, o que pode ser mais um ponto que influência na participação das mulheres no uso das bicicletas. Zona Norte possui uma única ciclofaixa, na Rua Benjamin Constant, e mesmo assim constantemente desrespeitada por condutores de carros, ônibus e motos.

Fluxo intenso

Esta última contagem fechou um ciclo de contagens que nos propusemos para a semana que passou (semana em que foi comemorado o dia do ciclista), que tinha como objetivo mostrar o quanto é importante a Av. Marquês de Paraná. 

Ela é praticamente a nossa Av. Paulista (guardada as devidas proporções) pela importância, pela intensidade do tráfego de carros e pelo número de ciclistas que fazem dela sua única e melhor rota, apesar de toda falta de estrutura.

Quantos mais não seriam os ciclistas se esta via não fosse mais segura? Bem,  tudo indica que muitos mais pois no Relatório Preliminar Sobre As Bicicletas Na Cidade De Niterói (Matéria Aqui), 94% dos não ciclistas disseram que adotariam a bicicleta como meio de transporte!


Pergunta feia aos não usuários da bicicleta

Mas falta infraestrutura adequada para que aqueles que querem utilizar a bicicleta mas não tem experiência ou tem medo de enfrentar as ruas da cidade e vencer barreiras como a Av. Marquês de Paraná.

Bicicleta pode não ser a solução para todos, mas a implantação de uma estrutura segura para elas é a uma das soluções mais fáceis e baratas de serem implantadas e provocam um impacto positivo quase que imediato para todos, beneficiando do motorista ao comerciante.

Ao diminuir o uso do automóvel nas curtas distâncias se melhora o fluxo de veículos para aqueles que, por um motivo ou outro, tem que usar o carro.

Que venha a ciclovia da Av. Marquês de Paraná!






quarta-feira, 19 de agosto de 2015

249 Ciclos Por Hora!!!

Por Sérgio Franco


Contagem de Ciclos

249 ciclistas por hora, mesmo sem nenhuma estrutura, a Av. Marquês de Paraná demonstra sua importância.


249 Ciclistas Por Hora
Av. Marquês de Paraná
Contagem feita no dia 19 de Agosto de 2015 (acesse o relatório aqui) na Av. Marquês de Paraná, ligação entre Icaraí e Centro, contabilizou 249 ciclos por hora, se comparado com a contagem realizada em Janeiro de 2015  (para ver o relatório de Janeiro clique aqui)  tivemos um aumento de 50,09%.

Temos que lembrar que a Universidade Federal Fluminense, que possui mais de 50.000 alunos, esta em greve  e mesmo assim constatamos este incrível fluxo.

Este fluxo é maior do que o contabilizado pelo Transporte Ativo na esquina da Rua Figueiredo Magalhães com Av. Nossa Senhora de Copacabana, bairro com grande número de turistas e com boa estrutura cicloviária.

Fluxo de ciclistas Rua Figueiredo Magalhães com Av. Nossa Senhora de Copabana
Dados do Transporte Ativo

Pesquisa de 2014 já constatou que Icaraí e Santa Rosa são os bairros  onde a maior parte dos ciclistas iniciam sua jornada, com 19,65% e 15,62% respectivamente e Icaraí é ainda o segundo bairro de destino dos ciclistas, com 18,14%  (dados podem ser acessados aqui).

Outro dado importante é que, os ciclistas que tem a origem de sua jornada na Zona Norte contabilizam 15% e que São Francisco e Icaraí são respectivamente o segundo e terceiro bairros de destino dos ciclistas que saem da Zona Norte, juntos somam 22% do destino dos ciclistas provenientes daquela região e este trecho onde se realizou a contagem é o caminho natural para estes bairros.

Principais destinos dos ciclistas da Zona Norte


Infelizmente, os conflitos são grandes, a falta de uma ligação segura empurra os ciclistas menos experientes para as calçadas gerando um conflito em que participam todos os modais.

Motoristas, ciclistas e pedestres


Muitos carros nenhum espaço para o ciclista

Mas parece que nem todas as dificuldades estão impedindo o crescimento dos ciclistas, vemos pessoas de várias idades usando a bicicleta.

Diversas idades e perfis

Inclusive, pais levando seus filhos para a escolinha.

Pais e filhos

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Rua São Lourenço - 129 Ciclos Por Hora!

Por Sérgio Franco

O Mobilidade Niterói realizou neste dia 18 de Agosto de 2015 a primeira contagem de ciclos da Rua São Lourenço.

Primeira contagem de ciclos da Rua São Lourenço

A Rua São Lourenço sempre foi apontada por todos os movimentos ciclistas da cidade (Bicicletada/Massa Crítica - Niterói, Pedal Sonoro, Ciclistas de Niterói) como uma das ligações mais importantes da Zona Norte para a Zona Sul e Central de Niterói.

A contagem realizada contabilizou 129 ciclos por hora, número somente inferior a ligação de Icaraí - Centro pela Av. Marquês de Paraná (165 ciclos/hora).

O relatório pode ser acessado AQUI.

Na pesquisa realizada em 2014 que deu origem ao Relatório Preliminar Sobre As Bicicletas Na Cidade de Niterói já havia sido constatado que 15% dos ciclistas da cidade iniciavam suas viagens na Zona Norte.

Participação da Zona Norte 

Ou seja, esta contagem só veio a ratificar o que já era informado pelas iniciativas e constatado na pesquisa anterior, que seja, a urgência em se implantar uma ligação cicloviária segura entra a Zona Norte com o Centro de Niterói e Zona Sul.

Infelizmente os problemas são muitos e no período que o Mobilidade Niterói esteve por lá flagrou:

Caminhão estacionado na ciclofaixa
Carro estacionado na ciclofaixa
  • Veículos estacionados na ciclofaixa, expondo o ciclista ao perigo, principalmente aquele que vai em direção ao contrária ao sentido do tráfego;
Motoristas não veem a aproximação dos ciclistas

Veículos invadem a ciclofaixa ao fazerem a conversão

  • A ciclofaixa termina em uma curva, no fluxo contrário ao dos veículos que trafegam na Av. Marquês de Paraná e ainda tem um poste que esconde dos motoristas a aproximação dos ciclistas. 
  • Diversas foram as vezes que presenciamos carros, ônibus e caminhões invadindo a ciclofaixa nesta curva.

A importância fica ainda mais evidente se levarmos em consideração os 3 maiores destinos dos ciclistas da Zona Norte, ou seja, Centro, São Francisco e Icaraí, que juntos são responsáveis por 69% do fluxo proveniente da Zona Norte, tornando a Rua São Lourenço e a Av. Marquês de Paraná ainda mais importantes.

Destinos 

A implantação de um sistema cicloviário seguro tem o potencial de gerar um maior crescimento do uso das bicicletas em Niterói e com isso gerar uma melhor fluidez no trânsito tão somente pela diminuição do uso de automóveis para cobrir as curtas distâncias desta cidade.

Perfil do ciclista? São muitos!













segunda-feira, 17 de agosto de 2015

"Quem são os ciclistas brasileiros?" - Niterói única não capital participante da pesquisa!

Ciclistas na Av. Amaral Peixoto

O Mobilidade Niterói é uma das 9 organizações que juntamente com o Transporte Ativo está realizando um levantamento do perfil dos ciclistas brasileiros. A Pesquisa vai procurar entender o que motivou as pessoas à adotarem a bicicleta como meio de transporte e porque elas persistem neste uso. 

Niterói é a úncia não capital participante!

Abaixo a transcrição do texto de João Lacerda em matéria do Transporte Ativo!

"A Transporte Ativo, em parceria com outras 9 organizações em defesa da bicicleta, está realizando um levantamento do perfil dos ciclistas brasileiros. O objetivo é entender o que motivou as pessoas a começarem a pedalar e o que as faz seguir em frente. Com base na pesquisa, será possível  direcionar com maior eficiência os esforços de promoção ao uso da bicicleta
A iniciativa faz parte da “Parceria Nacional pela Mobilidade por Bicicleta” que busca mapear o Brasil que pedala. Serão levantadas idade, renda, motivação para usar a bicicleta, o tempo médio do principal trajeto feito em bicicleta, para onde é esse trajeto, se ela é combinada com outros meios de transporte. Além disso, as organizações parceiras poderão escolher até 4 perguntas específicas para suas cidades.
A quantidade de entrevistados varia de acordo com o tamanho da população, em São Paulo serão 1.784 questionários aplicados por 9 pesquisadores. E em todas as cidades o levantamento será feito nas áreas centrais, intermediárias e periféricas  em pontos que já possuem infraestrutura cicloviária, pontos que ainda não possuem e os chamados “pontos de intermodalidade”, nos quais a bicicleta se relaciona com outros modais de transporte.
Relatos de uma pesquisa de campo em bicicleta
Mais do que dados a serem planilhados, a pesquisa acaba mergulhando em histórias. São ciclistas já idosos que nem ao menos lembram quando pedalaram pela primeira vez ou histórias de neófitos desbravando a cidade com prazer e vento no rosto.
Para enxergar um pouco do que não será tabulado, Marina Harkot, pesquisadora pela Ciclocidade em São Paulo compartilhou duas histórias de pessoas que usam a bicicleta na mais populosa cidade brasileira.
Foto por Marina Harkot
Esse é o Julião. ele mora na rua há tanto tempo que já nem lembra mais até que série estudou. faz de tudo um pouco e acha que a melhor coisa da bicicleta é conseguir carregar suas poucas posses de cima pra baixo, pela cidade inteira. pedala desde sempre, não consegue pensar em um período de tempo exato.
quando pedi pra tirar uma foto sua, demorou uns 5 minutos pra se arrumar – tirou o boné, soltou os cabelos e se escondeu atrás dos óculos escuros. pediu para ver a foto, achou que tinha ficado escura e disse que era pra eu “comprar um celular melhorzinho”. foi embora tão sorrateiramente quanto chegou – e nem me deu tempo para agradecer a conversa e dizer o quanto que gente como ele me faz sentir viva.

Foto por Marina Harkot
O dono desse triciclo é o Lineu. ele tem ataxia cerebelar – uma doença degenerativa – e começou a usar a bicicleta para recuperar massa muscular (disse que hoje em dia tem “até bunda de novo”).
Lineu deixa uma cadeira de rodas “estacionada” no bicicletário da estação Sé e usa o triciclo pra rodar por aí – visita a família na Freguesia do Ó pedalando desde a Barra Funda, em duas horas de caminho.
quando chega na Sé, troca o triciclo pela cadeira de rodas e segue de metrô para a Leste, onde mora. amanhã está de volta aqui pelo centro.


Cada pessoa em bicicleta merece sempre os maiores incentivos. Por vezes ouvir suas histórias já representa um carinhoso agradecimento. Fica o convite para que as pesquisadoras e pesquisadores Brasil afora compartilhem conosco seus relatos e seus personagem.
Por mais pessoas felizes em bicicleta."
Saiba mais:
A “Parceria Nacional pela Mobilidade por Bicicleta” é uma iniciativa da Transporte Ativo, com patrocinio do Banco Itaú e parceria com as organizações Ciclocidade (São Paulo), Mobicidade (Porto Alegre), BH em Ciclo (Belo Horizonte), Rodas da Paz (Brasília), Ameciclo(Recife), Bike Anjo Salvador, Ciclourbano (Aracaju), Pedala ManausMobilidade NiteróiPROURB, Observatório das Metrópoles , ITDP Brasil.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

GM fiscalizando estacionamento irregular

Por Sérgio Franco


Na véspera da audiência pública da bicicleta que entre outros assuntos será discutida a efetividade da NitTrans na fiscalização do trânsito e a solicitação para uma maior participação da Guarda Municipal nos deparamos com agentes desta autuando veículos parados irregularmente em frente ao tribunal.



Veículo estacionado em vaga de deficiente

Motos estacionadas em local irregular 

O efetivo da Guarda Municipal destinado ao trânsito é pequeno, segundo o Inspetor Paulo Brito, são 32 agentes sendo que só 16 operam por dia, mesmo assim é surpreendente a quantidade de vezes que o Mobilidade Niterói flagrou os agentes realizando fiscalização. 

Desde a primeira participação do Mobilidade, na vistoria do circuito universitário, fomos surpreendidos pela GM nos dando apoio quando intervimos junto a um  motorista estacionado indevidamente na ciclofaixa, o mesmo ocorreu, mais de uma vez, quando agentes da GM que passavam de moto flagraram motociclistas trafegando na ciclofaixa da Av. Roberto Silveira (quando esta estava ainda do lado direito da via) e na ciclovia (já na segregada do lado esquerdo), fazendo em todos os casos, os motociclistas pararem para realizar a autuação. 

O que nos faz questionar, quantas vezes foram vistos operadores da NitTrans fazendo o mesmo? Onde se encontra o problema? Se uma das funções da NitTrans é a fiscalização por que seus operadores não atuam com a mesma energia que os agentes da Guarda Municipal?

E tem mais, o grau de conhecimento dos agentes da Guarda Municipal nos conceitos de mobilidade urbana também é surpreendente. Ao conversar com um dos agentes (pedimos desculpas por não anotar o nome), ele destacou a importância do incentivo aos transportes coletivos e ao uso da bicicleta para as curtas distâncias diminuindo assim o uso de carros que prejudicam o tráfego.

Ainda segundo o Inspetor Paulo Britto , os conceitos de mobilidade urbana são passados no próprio curso de formação da guarda, além de palestras, campanhas, etc. Inclusive o próprio Mobilidade Niterói já foi convidado para realizar uma palestra em Janeiro deste ano, como pode ser visto nesta matéria Palestra para a Guarda Municipal de Niterói, o que também demonstra a preocupação desta instituição na aproximação com a população. Os agentes que operam na fiscalização do trânsito estão sob o comando do Subinspetor Assunção.

O Mobilidade Niterói acredita que a maior participação da Guarda Municipal na fiscalização do trânsito na cidade só traria benefícios, e a questão de segurança pública não esta afastada desta atuação. Um Guarda Municipal que estivesse em função de trânsito ao flagrar qualquer outro tipo de infração poderia atuar, da mesma forma, um agente que esteja na função de segurança poderia multar um veículo flagrado cometendo alguma irregularidade.









quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Onde estão nossas faixas de pedestre?

Por Ana Luiza Carboni  e Sérgio Franco



No domingo, 2 de agosto de 2015, o jornal O Globo, na capa de seu caderno Niterói, noticiou a pintura de uma faixa de pedestres na esquina das ruas Miguel Couto e Nóbrega no Jardim Icaraí. 

Faixa de pedestres pintada por cidadãos

“O procedimento seria normal se fosse realizado por profissionais do Departamento de Engenharia de Trânsito da Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans), responsável pela sinalização viária da cidade. Mas todo o trabalho foi feito por moradores, que se dizem indignados com a política de mobilidade da prefeitura de privilegiar os carros.”

Matéria do Globo pode ser acessada aqui!

Faixa sendo efetivamente usada


Contudo, na segunda-feira seguinte, a Nittrans havia apagado a ‘faixa cidadã’, pintando, em seu lugar, a marca delimitadora de estacionamento regulamentado (MER) na cor BRANCA. Segundo o Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) este tipo de sinalização deve ser AMARELA (Acesse o manual aqui).

Faixa apagada pela NitTrans e carros já estacionados no local

O surpreendente é que a NiTrans não demostra a mesma rapidez quando é para implantar não só faixas de pedestres mas qualquer sinalização que sirva para orientar motoristas e proteger pedestres e ciclistas. 

O Mobilidade Niterói acredita numa cidade para pessoas e apoia a pintura de mais faixas de pedestres para que o discurso seja refletido na prática. A prefeitura está com uma campanha publicitária que diz: “O Trânsito é Feito de Pessoas Como Você”, o que inclui outdoors com os dizeres: “A Prioridade é do Pedestre”. No entanto, este tipo de ação da Nittrans demonstra que, na prática, não existe uma mudança na forma de pensar a cidade. Hoje nossas ruas não têm faixas de pedestre suficiente, os carros trafegam na velocidade que querem e as pessoas não são prioridade.