quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Planejando a retirada de carros das ruas

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(Imagem: Prefeitura de Hamburgo/Envolverde)



Segunda maior cidade alemã inicia plano de mobilidade para tirar carros das ruas. Hamburgo começa a por em prática um projeto para ligar as maiores áreas verdes do município através de ciclovias e vias para pedestres, possibilitando o deslocamento por toda a cidade sem a necessidade de automóveis.

A chamada Rede Verde (Grünes Netz) deve ser construída nos próximos 15 a 20 anos e as vias para pedestres e bicicletas ligarão todos os parques, reservas, playgrounds, jardins comunitários e cemitérios dos sete distritos do município, que correspondem a 40% da área total de Hamburgo. Aumentando o número de ciclovias e vias para pedestres e diminuindo o acesso dos carros, espera-se que a utilização de automóveis seja reduzida substancialmente.

Atualmente, Hamburgo é considerada uma das melhores cidades para se viver no mundo, mas um de seus pontos fracos é o transporte: seus oito milhões de residentes (dados referentes à região metropolitana de Hamburgo) têm como principal meio de locomoção os veículos particulares.

“Outras cidades têm anéis verdes, mas a Rede Verde de Hamburgo será única, cobrindo da área de periferia ao centro da cidade. Em 15 a 20 anos será possível explorar a cidade exclusivamente de bicicleta e a pé”, colocou AngelikaFritsch, porta-voz do departamento de planejamento urbano e meio ambiente de Hamburgo, ao jornal The Guardian.
“Para garantir que o plano integre toda a cidade, uma equipe trabalhará com uma pessoa de cada um dos sete distritos da região metropolitana. Unir esses espaços garantirá que todos os residentes poderão desfrutar de acesso à natureza e de um passeio sustentável”, afirma o plano.
Além disso, ainda mais áreas verdes serão acrescentadas, aumentando para sete mil hectares esses locais na cidade e imediações, que, além de servirem de vias para os pedestres e ciclistas, permitirão a realização de outras atividades de lazer, e serão utilizados até mesmo para conectar habitats de animais silvestres, permitindo que eles cruzem o município sem o risco de serem atropelados.

“[A Rede Verde] oferecerá oportunidades às pessoas de caminhar, nadar, fazer esportes aquáticos, desfrutar de piqueniques e restaurantes, vivenciar e observar a natureza e a vida selvagem bem no meio da cidade. Isso reduz a necessidade de pegar o carro para passeios de fim de semana fora da cidade”, observou Fritsch.
Dados do Escritório Climático do Norte da Alemanha do Instituto para Pesquisas Costeiras afirmam que, nos últimos 60 anos, a temperatura média do município aumentou em 1,2ºC para uma média de 9ºC. Nesse mesmo período, o nível do mar em Hamburgo aumentou 20 centímetros, e prevê-se que aumentará outros 30 centímetros até 2100.
Por isso, além de contribuir para aumentar a qualidade de vida da população, o plano visa ajudar no combate às mudanças climáticas – reduzindo as emissões do setor de transporte – e diminuir o risco de enchentes, que aumentou com a elevação do nível do mar.
Felizmente, a cidade não é a única a adotar essa estratégia; Copenhagen, capital da Dinamarca, também tem projetos para desenvolver um planejamento urbano mais sustentável e que combata as mudanças climáticas.
Uma das ações do município dinamarquês, por exemplo, será desenvolver ruas levemente convexas, para que a precipitação não se acumule nas vias e escorra para o meio-fio, onde será coletada. Um dos efeitos das mudanças climáticas em Copenhagen será o aumento no número e intensidade de chuvas e tempestades.
A ideia é que o plano de adaptação climática da cidade, que recentemente ganhou o prêmio Index Design Award, fique pronto até 2033. Atualmente, o município já é conhecido por ter um dos sistemas cicloviários mais abrangentes do mundo.
“Essas medidas contribuirão para uma maior qualidade de vida em Copenhagen. Temos que considerar o que constituirá uma cidade de sucesso no futuro”, comentou Morten Jastrup, analista do Sustainia, um centro de pesquisa da capital dinamarquesa.|

Jéssica Lipinski, Carbono Brasil
Fonte: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/01/hamburgo-mobilidade-urbana-ciclovias.html

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Empreendedores lucram com negócios adaptados para bicicletas

Segundo um estudo do Departamento de Transportes de Nova York o faturamento do varejo em alguns pontos de Manhattan aumentou em até 49% depois da implantação das ciclovias.
No Brasil, alguns estabelecimentos na cidade de São Paulo começam a perceber nas ciclovias uma oportunidade para conquistar novos clientes e investem em infraestrutura para receber esse público. Oferecendo descontos para ciclistas, além de paraciclos e cadeados. 

http://g1.globo.com/globo-news/mundo-sa/videos/t/outros-programas/v/mundo-sa-empreendedores-lucram-com-negocios-adaptados-para-bicicletas/3787720/

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Ciclista e consultor de mobilidade urbana processa montadora após aparecer em anúncio de carro

André Pasqualini é um dos criadores do Instituto CicloBR e autor do blog Bicicreteiro. É também consultor de mobilidade urbana e defensor do uso de bicicletas como meio de transporte.

A foto foi tirada em junho de 2012 no mirante de Manutenção no Parque da Serra do Mar, durante uma parada de um passeio de bicicleta, e publicada aproximadamente seis meses depois. O fotógrafo não pediu autorização para fazer as imagens, apenas perguntou para onde a estrada iria e foi informado que precisaria de autorização para trafegar por ali. Ele respondeu que entrou na estrada por curiosidade e sairia assim que possível. 

Em 2013 André entrou com uma ação contra a montadora Toyota, que foi condenada pela justiça a pagar 8 mil reais, apesar do pedido de indenização original ter sido de 100 mil reais. A juíza reduziu o valor alegando que uma compensação maior poderia caracterizar enriquecimento ilícito.

Caso a montadora contratasse agência de publicidade, fotógrafo, modelos, etc. gastaria bem mais do que os 8 mil reais. Por conta disso, o ciclista vai apelar da decisão e tem a intenção de doar a maior parte do valor para a ONG Instituto Cicloativo. "Com cem mil reais a gente poderia construir dois Contêineres Oficina e atender a duas comunidades carentes...", afirmou André.

A foto:


Matéria na Folha de São Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/11/1552042-ciclista-aparece-em-anuncio-de-carro-e-processa-montadora.shtml

domingo, 23 de novembro de 2014

Inauguração da ciclovia da Av. Roberto Silveira em Niterói

Por Ana Luiza Carboni

A ciclovia da Av Roberto Silveira foi inaugurada oficialmente com uma pedalada neste sábado, dia 22 de novembro. Estavam presentes o prefeito Rodrigo Neves, o vice-prefeito Axel Grael, o coordenador do programa Niterói de Bicicleta, Argus Caruso e representantes dos movimentos ciclisticos da cidade. Estavam representados: Pedal Sonoro, Bicicletada Niterói, Mobilidade Niterói, Bike Anjo e Pedalentos.
  

Reconhecemos a conquista que esta ciclovia representa para que Niterói torne-se, em breve, uma cidade para bicicletas. Contudo, precisamos que projetos como este sejam executados conforme sua concepção, com semáforos para bicicletas, ajustes nos bueiros, segregadores adequados, entre outras questões, antes de serem entregues. Além disso, precisamos de investimento em campanhas de educação e conscientização efetivas para pedestres, ciclistas e motoristas; fiscalização eficaz e uma malha cicloviária conectada, incluindo ciclovias, ciclofaixas, ciclo rotas e estacionamento para bicicletas.

Segundo o vice prefeito: "Nós ainda temos muito o que fazer. Nem todo mundo é a favor da bicicleta, ainda há uma resistência grande, mas temos que ir conquistando os espaços. Estamos, aos poucos, dando passos emblemáticos, como a ciclovia da Amaral Peixoto, que ninguém acreditava que ia dar certo e deu, e já está consolidada assim como ficará a Roberto Silveira.“

Durante a concentração foi entregue ao prefeito o abaixo assinado contendo três mil e setecentas assinaturas, reivindicando a instalação de um um bicicletario público, seguro e gratuito ao lado da estação das barcas, na praça Arariboia. O prefeito assinou o recebimento e se comprometeu, num no breve discurso ao final do passeio, com a execução do projeto.  


Compromisso de instalação de bicicletário seguro, público e gratuito na Praça Araribóia.



sábado, 22 de novembro de 2014

Primeira “Ghost Bike” em Niterói

Por Ana Luiza Carboni

Ghost Bikes são bicicletas pintadas de branco instaladas em locais de acidentes fatais com ciclistas, são memoriais em homenagem a quem perdeu a vida. O objetivo é evitar que aquela morte caia no esquecimento.


A primeira Ghost Bike de Niterói foi instalada na Rua General Castrioto no Barreto, na altura do Largo do Barradas. Uma homenagem ao ciclista Luiz Carlos da Conceição, morto na terça, dia 18 de novembro de 2014, numa colisão envolvendo três outros veículos. Ele tinha 56 anos e usava a bicicleta para ir ao trabalho.


A ação de instalação aconteceu ontem, sexta (21), tendo sido organizada pelo coletivo Bicicletada Niterói, com o apoio de outros movimentos ciclísticos da cidade. Houve ainda um ato para lembrar a morte do ciclista e salientar a importância de infraestrutura cicloviária de qualidade e campanhas educativas para todos.



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Ciclista morre após colisão no Barreto - Niterói/RJ

Por Ana Luiza Carboni


O ciclista Luiz Carlos da Conceição, de 56 anos, morreu após colisão na Rua General Castrioto, no Barreto, Niterói, RJ na manhã da última terça (18). Paramédicos do Corpo de Bombeiros foram acionados para socorrer a vítima, entretanto ele não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda no local.

Segundo testemunhas, haviam quatro veículos envolvidos: um caminhão, um ônibus, a bicicleta e um carro de passeio. Nenhuma das pessoas com quem conversamos soube precisar o ocorrido. Apesar disso, existe consenso que o ciclista trafegava na mão do trânsito, como estabelece o CTB – Código de Trânsito Brasileiro. 

Na quarta (19) um grupo de ciclo-ativistas esteve no local e colocou cartazes nas redondezas para alertar sobre o falecimento do ciclista.


O Mobilidade Niterói ressalta a importância no investimento em uma campanha educativa e de conscientização efetiva, além de infraestrutura cicloviária de qualidade para que todos possam transitar com tranquilidade e segurança. 


A Bicicletada Niterói desta sexta-feira (21) fará um ato para que esta fatalidade não seja esquecida. Compareçam! Concentração na Praça Araribóia às 18h30.  


sábado, 8 de novembro de 2014

Salão do Automóvel - Destaque? Bicicletas!

                A indústria não perde oportunidades, mobilidade urbana é o tema, e apesar de estarem exibindo automóveis não puderam deixar de apresentar as bicicletas. 


                A verdade é que o automóvel tem seu espaço e sua utilidade e o que deve existir é o uso consciente do mesmo. 

                Algumas marcas exibiram bicicletas que objetivam justamente a mobilidade urbana e ainda foram mais longe, comprando o carro levava a bicicleta.





segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Vaga Viva em Niterói

Por Ana Luiza Carboni


No último final de semana um grupo de jovens arquitetos, moradores de Niterói e formados na Universidade Federal Fluminense (UFF), instalou uma Vaga Viva na rua Moreira Cesar, em Icaraí. A ação ocorreu durante todo o sábado e contou com o apoio da Prefeitura da cidade, através do projeto Niterói de Bicicleta.  

A Vaga Viva é uma intervenção urbana onde vagas de carros são ocupadas e transformadas em áreas de convivência. A ocupação pode ser feita com bancos, tapetes, plantas, sofás e outros materiais que atraiam as pessoas e estimulem o contato social. Podem, ainda, incluir jogos, brincadeiras, música, livros, trabalhos manuais, etc., tendo como finalidade a reflexão do uso atual do espaço urbano, que é hoje, na maioria das cidades, dominado pelo automóvel.

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As questões urbanísticas e de mobilidade estão atualmente em pauta, são assuntos correlatos e de extrema importância num contexto de crescimento demográfico constante. A mobilidade urbana deveria ser tratada pelo poder público de maneira integrada à gestão urbanística, tendo como objetivo o exercício da função social das cidades e da qualidade urbana, visando o bem-estar da população de forma sustentável.

Segundo o grupo, a Vaga Viva “Maré Urbana” é uma ferramenta para esclarecer as pessoas e estimular a reflexão sobre o espaço público, provocando uma visão crítica sobre o planejamento e desenvolvimento da cidade. Os jovens atuam como arquitetos, mas almejam um impacto social, saindo do escritório e vindo para a rua.  

O bairro de Icaraí foi escolhido pela visibilidade e pelo grande número de pedestres nos finais de semana. Os organizadores ainda não planejaram outras intervenções, mas pretendem fazê-lo em breve.