quinta-feira, 13 de julho de 2017

Relatório 1º Trimestre 2017

Por Sérgio Franco


Sim, mais mulheres estão usando a bicicleta! 

Elas começaram meio tímidas mas estão crescendo, tanto em relação aos homens quanto em números de ciclos!

Para se ter uma ideia, no 1º trimestre de 2015, ano em que começamos a monitorar o número de ciclos nesta ciclovia, a participação das mulheres foi de apenas 10,7% em relação aos homens, contudo agora, no primeiro trimestre de 2017 elas são 14,3% dos usuários da bicicleta como meio de transporte, um crescimento de 33,64% na participação.

Mas o crescimento é mais notável ainda quando tratamos de números absolutos, 201,33% de aumento quando comparamos o primeiro trimestre de 2015 com o primeiro trimestre de 2017.

E acreditamos que o crescimento vai continuar.


O aumento no número total de ciclos também foi considerável. No primeiro trimestre de 2015, a média de ciclos por hora foi de 68,5 ciclos/hora, agora em 2017, a média do primeiro trimestre foi de 156,3 ciclos por hora, um aumento de 128,17% no número de usuários da bicicleta e outros meios ativos de transporte.

Ciclista atrai ciclista! Parece que a máxima é mais do que verdade e quanto mais pessoas utilizam a bicicleta, mais pessoas tendem a aderir a este meio de transporte.


Do primeiro trimestre de 2015 para o primeiro trimestre de 2016, tivemos um aumento de 36,05%, mas do primeiro trimestre de 2016 para o primeiro trimestre de 2017 tivemos um aumento de 67,7%. 

Não só os números de ciclos por hora crescem mas a velocidade com que crescem também.




Não podemos considerar que a inauguração do Bicicletário da Praça Arariboia ou a abertura do túnel Charitas-Cafubá tenham impactado neste aumento, pois o bicicletário só foi inaugurado dia 27 de março, depois da realização da contagem, e o túnel somente foi aberto aos usuários no dia 6 de maio de 2017. 

Teremos que esperar as próximas análises para ver de alguma das novas estruturas provocaram algum impacto.

Infelizmente os problemas persistem, com carros invadindo a ciclovia e não respeitando a preferência nos cruzamentos. 


Problemas que poderiam ser minimizados com uma melhor fiscalização e a implantação de placas educativas. Aliás, estas foram doadas em dezembro de 2016 por um projeto da Faculdade de Empreendedorismo de UFF e até hoje não foram instaladas.

Já relatamos o problema na matéria de 16 de Abril que pode ser lida AQUI!

O fato é que a ciclomobilidade, com todos os problemas que ainda existem, já é uma realidade em Niterói. 

Temos setores dentro da prefeitura que trabalham intensamente para que esta seja cada vez melhor, porém, dentro da mesma administração, encontramos órgãos (no sentido lato da palavra) com mais poderes, estrutura e verba mas que parecem simplesmente ignorar esta nova realidade da bicicleta na cidade.




Só 5 Km
Experimente ir de bicicleta!

domingo, 23 de abril de 2017

A Ciclomobilidade em Niterói foi Destaque na Imprensa

Por Sérgio Franco




A importância da bicicleta como opção de mobilidade urbana na cidade de Niterói vem crescendo, mesmo com a Prefeitura de Niterói não estando acompanhando as demandas e o constante crescimento do número de ciclistas na cidade.

Prova disso é o número de matérias que Niterói teve nesta última semana tratando de mobilidade por bicicleta.

No dia 23 de Março o assunto foi a ausência das placas educativas que foram doadas ao custo de R$ 2000,00 através de um projeto da Faculdade de Empreendedorismo da UFF a matéria foi publicada no O Globo e pode ser vista Aqui, segundo a matéria o presidente da NitTrans prometeu que as placas seriam instaladas até "a próxima semana", contudo, a "próxima semana" passou e nenhuma das placas doadas foram instaladas (1 mês após a publicação da matéria e nada).

Agora, dia 22 de Abril novamente a a ciclomobilidade esta em destaque.

Na matéria vinculada no O GLOBO, que pode ser lida Aqui, o destaque foi o incrível aumento no número de ciclistas que foi constatado pelo Mobilidade Niterói com ajuda dos estagiários do Niterói de Bicicleta, Filipe Simões, Mariana Barcellos e Esteban Sanchez.


Aumento Contínuo 

Começamos com 63,5 ciclos/hora e hoje contamos 174,5 ciclos/hora. Saímos de uma média de 93,9 ciclos/hora no ano de 2015 para 160,9 ciclos/hora de média em 2017 (até o momento).

Não conseguimos vincular o aumento do número de ciclistas ao bicicletário, pois o mesmo só foi inaugurado no dia 27 de março e já tínhamos contabilizados aumentos expressivos em janeiro e fevereiro, com 101,5 e 207,5 ciclos por hora respectivamente.


Comparação 


A matéria ainda destaca a importância da Av. Marquês de Paraná para a ciclomobilidade, porém até hoje nenhuma melhoria na segurança foi implementada, fosse sinalização, diminuição da velocidade, implementação de ciclo rota. Apenas uns cones, hoje piada entre os ciclistas, que não oferecem nenhuma proteção, e pelo contrário, até aumentam o perigo, já que ficam encostados no meio fio.

A matéria ainda repercutiu nacionalmente através da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos).

Também no dia 22 de abril o jornal O Fluminense também deu destaque para a ciclomobilidade (matéria Aqui). A manchete destaca a sinalização que deverá ser implantada, contudo, os ciclistas da cidade sabem que estas já deveriam ter sido instaladas.

A matéria lembra novamente da placas doadas pelo projeto de mobilidade urbana desenvolvido pelos alunos Mateus Marques e Yago Caetano, da Faculdade de Empreendedorismo da UFF. Novamente lembrando e cobrando que as 8 placas educativas que tanto fazem falta para orientar os motoristas sobre as prioridades foram entregues à NitTrans em dezembro e até o momento (23/04/2017) não instaladas.

As placas já deveriam ter sido colocadas nos cruzamentos da Avenida Roberto Silveira com as ruas Sete de Setembro,  Domingues de Sá, Pereira da Silva e Presidente Backer, além dos cruzamentos na Av. Amaral Peixoto.


Locais de instalação das placas

A matéria também destaca o grande crescimento no uso da bicicleta como meio de transporte que que vem ocorrendo na cidade.

O Mobilidade Niterói esclarece que, como a verba era limitada, os locais escolhidos para por a sinalização foram aqueles que já possuíam alguma estrutura cicloviária e com grande número de ciclistas. O projeto original previa mais placas, infelizmente o projeto não conseguiu verba para todas.

Também foi levado em consideração o Mapa de Acidentes e Incidentes Com Ciclistas em Niterói (AQUI)



Agora, por que este salto no uso da bicicleta? 

Bem, primeiro, quanto mais pessoas adotam a bicicleta como meio de transporte, mais pessoas tomam coragem e se animam em também adotar a bicicleta para se locomover pela cidade. 

Outro ponto importante, as distâncias que são percorridas em Niterói são curtas, 5 km a partir do centro da cidade praticamente cobre toda região de Niterói (excetuando a região oceânica). 

Iniciativas como o Bike Anjo Niterói (que ensina crianças e adultos a andarem de bicicleta) e Ciclistas de Niterói, grupo de cicloturismo e atletas amadores da cidade, acabam por trazer novos ciclistas para o dia a dia da cidade.

Grupos de ativismos como o Pedal Sonoro, que além das atividades lúdicas quinzenais como os pedais com musica pela cidade, atividade esta que também acaba por fazer seus participantes a experimentarem a bicicleta como meio de transporte, e também promovendo atividades com a cicloexperiência e bicicleta nas eleições, estas trazendo esclarecimento a população do quão é importante o uso da bicicleta para a todos (não só ciclistas) e para toda a cidade.

Da mesma forma, pequenos avanços, tais como as implementações de ciclovias (mesmo muito precárias como a da Rua São Lourenço), ciclofaixas (mesmo as mais desrespeitadas como as do circuito universitário), e bicicletários, acabam por trazer um pouco mais de segurança aos ciclistas, e animam aos menos experientes a também a adotarem a bicicleta como meio de transporte. 

A nova dinâmica de mobilidade, no centro do Rio de Janeiro, com o Porto Maravilha e o VLT saindo da Praça XV também podem der sido influências para o aumento no número de bicicletas na cidade. No caso do Porto Maravilha, o caminho para os ciclistas se tornou mais tranquilo e seguro para quem quer se deslocar até o Santos Dumont ou até a Rodoviária Novo Rio. Já o VLT Praça XV da a opção, aos ciclistas que assim desejarem, de deixarem suas bicicletas no centro de Niterói, pegarem as barcas, e se descolarem até a Saara com conforto. Mas estas são apenas especulações que ainda serão objeto de estudo e pesquisa.

Mas até mesmo as pesquisas realizadas pelo Mobilidade Niterói, trazem informação e dados para que novos ciclistas se sintam mais seguros em usar a bicicleta como meio de transporte, além de fornecer elementos para o poder público usar para a implementação de estruturas cicloviárias e até mesmo ser cobrado pelos ciclistas e potências ciclistas para que novas e melhores estruturas sejam construídas.

Vale sempre lembrar.
SÃO SÓ 5 KM
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domingo, 16 de abril de 2017

Cadê as placas?

Por Sérgio Franco



Desde Dezembro de 2016 estas placas foram entregues à NitTrans com a promessa de serem instaladas, contudo estamos em Abril de 2017, e perguntamos, você viu algumas dessas placas?


Locais propostos para instalação das placas

O mapa acima mostra os locais para os quais as mesmas foram planejadas ou seja, para serem colocadas nas áreas onde já existem ciclovias e destinadas aos cruzamentos com mais conflitos, onde a preferência do ciclista não é respeitada.

O projeto em teve inicio em Maio de 2016 e era parte de um concurso promovido pela Faculdade de Empreendedorismo da UFF que tinha como objetivo o implemento real de ações na cidade.

Os alunos Mateus Marques e Yago Caetano escolheram a Mobilidade Educativa. 


Os alunos analisaram o índice de acidentes nas ciclorrotas/ciclovias do Centro de Niterói e Icaraí, obtendo dados mapeados e propuseram a implementação de placas educativas nestas regiões para que se alcance um melhor entendimento das leis de trânsito nas vias selecionadas



O projeto visava a melhorar a conscientização dos motoristas.

A idéia não só foi elaborada com o intuito de diminuir o índice de acidentes
envolvendo ciclistas, mas também de aumentar a educação no trânsito.

Apesar do projeto não ter alcançado todos os locais e tipos de placas que inicialmente fora planejado, conseguiram ganhar verba para a instalação de 8 placas, sendo 7 chamando a atenção para a preferência nos cruzamentos e 1 chamando a atenção dos motoristas para o inicio da ciclovia.

Todo projeto foi acompanhado desde o início pelo Mobilidade Niterói e com ciência da NitTrans que  sempre, até o presente momento, concordou com o proposto.

Apesar de terem conseguido verba, comprado as placas e os  materiais solicitados, e terem tido a promessa da NitTrans que a mesma instalaria as mesmas, até o momento, 16/04/2017, nenhuma das placas que já se encontram em poder da NitTrans foram instaladas.

A desculpa dada pela NitTrans é de que não possuem os fixadores adequados, pequenas peças que pelo jeito estão impedindo que a tão esperada sinalização seja implementada.

Por quanto tempo mais os ciclistas terão que esperar por uma simples, mas importante, sinalização?

Matéria sobre as mesmas já foi mencionada no Globo (Aqui)





sábado, 14 de janeiro de 2017

I Encontro Para o Desenvolvimento do Cicloturismo - A impressão dos palestrantes sobre a ciclomobilidade em Niterói

Por Sérgio Franco

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Durante o I Encontro Para o Desenvolvimento do Cicloturismo o Mobilidade Niterói entrevistou alguns dos palestrantes convidados.

Apesar do tema do congresso ter sido o cicloturismo urbano na maioria das apresentações foi feito um link direto entre o desenvolvimento do cicloturismo e a ciclomobilidade, afinal, uma cidade que não é amigável as bicicletas não é convidativa para os cicloturistas. Mas temos que entender como cicloturista não necessariamente o que se define como ciclista, mas também aquele turista que tendo oportunidade prefere usar a bicicleta para fazer o passeio.

E são muitos os turistas, nacionais ou estrangeiros, que deixam de vir a Niterói só por causa deste detalhe e os poucos que veem se restringem ao MAC.

Vale lembrar que não existe nenhum impedimento para o turista pegar uma bicicleta do "itaú" e vir para Niterói.



Os palestrantes entrevistados, todos com grande experiência na ciclomobilidade e cicloturismo, nos deram suas impressões sobre a ciclomobilidade em Niterói e puderam dar esta opinião pois nos dois dias de congresso usaram as bicicletas para se locomoverem e pedalaram além do óbvio, Icaraí, Boa Viagem, Centro, pedalaram também por vias como a Rua Mariz e Barros, ciclovia da Av. Roberto Silveira, ciclovia da Av. Amaral Peixoto e logicamente acabaram passando pela famosa e preocupante Av. Marquês de Paraná, que aliás foi o alvo de muitas críticas de todos.

Infelizmente não conseguimos entrevistar todos os palestrantes, temos certeza que todos teriam muito para acrescentar com suas experiências.

Os entrevistados foram:

André Geraldo Soares


Bacharel e Licenciado em Filosofia, Especialista em Educação Ambiental, Mestre em Sociologia Política. Educador social, educador ambiental, consultor em mobilidade ciclística, professor e pesquisador. Ex membro do Conselho Municipal de Transportes de Florianópolis, Coordenador do Departamento de Mobilidade da ACBC – Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú, Diretor Presidente da UCB – União de Ciclistas do Brasil.

Cristóbal Peña


Ciclista e empreendedor. Formado em Administração em Ecoturismo pela Universidad Nacional Andrés Bello e em Engenharia de Execução em Gestão Industrial pela Universidad Federico Santa Maria. No ano de 2014 dá início à agência de turismo receptivo BellaBike Tours, em Santiago do Chile, na qual trabalha como diretor, organizando visitas guiadas por Santiago e arredores. Sua vida profissional está 100% ligada ao turismo e ao ecoturismo, tendo participado como consultor em diferentes projetos relacionados ao planejamento turístico de diferentes regiões do Chile.

Gustavo Vinícius Santos de Carvalho


Fundador e Diretor da KuritBike desde 2010 atualmente é também Presidente do Núcleo de Turismo Receptivo de Curitiba, conselheiro do Conselho Municipal de Turismo de Curitiba e consultor da Instância de Governança Regional da região de Maringá a RETUR. Em 2015 recebeu, através do trabalho da KuritBike o prêmio de Melhor Empreendimento do Brasil no Fomento ao Uso da Bicicleta.

Marcelo Iha


Ciclista urbano há mais de uma década e gosta de pedalar em subidas. Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, bacharel e licenciado em Geografia pela USP, trabalha atualmente na Comunicação da São Paulo Turismo (SPTuris, empresa de turismo e eventos da Prefeitura de São Paulo), onde participou do projeto SP de Bike. Teve experiência profissional em veículos de imprensa nas áreas de Cultura (Música), Turismo e Meio Ambiente, além de organizações do Terceiro Setor que atuam em Proteção Animal, Educação e Direitos Humanos.

Rodrigo Telles


Engenheiro pela POLI-USP, Guia de Turismo Embratur e Educador Ambiental, é Fundador e atualmente Diretor do Clube de Cicloturismo do Brasil, criado em 2001. Há 15 anos trabalha pela divulgação e pela difusão do cicloturismo. Participou da iniciativa e do trabalho técnico para a elaboração dos primeiros circuitos oficiais de cicloturismo no país. Presta assessoria para implementação de rotas de cicloturismo rurais e urbanas. Participou da elaboração das normas técnicas ABNT do setor de cicloturismo. É organizador do Encontro Nacional de Cicloturismo e de outros eventos como o Velotour que visam incentivar iniciantes a ganhar autonomia para pedalar. É apaixonado por fotografia, viagens e montanhas.

Rosaly Almeida


Psicóloga (UCP). Cursando Pós Graduação em Gestão da Mobilidade Urbana (IBGM). Atuação na criação e gerencia do Programa Pedala PE de jun/2012 a abril/2016. Responsável pela elaboração e gestão de diversos projetos, entre eles: bicicleta pública compartilhada, Plano Diretor Cicloviário da Região Metropolitana do Recife, bicicleta para Fernando de Noronha, Circuito de Cicloturismo do Agreste, infraestrutura cicloviária do trecho Marco Zero a Fabrica do Tacaruna, Bike na Escola, circuito de bicicleta nas comunidades, Programa Pedala Servidor, capacitação para motoristas de ônibus da Região Metropolitana do Recife, Oficina de Mobilidade por Bicicleta para os Diretores das Autoescolas de Pernambuco, Capacitação dos Instrutores das Autoescolas de Pernambuco, bicicleta estática no pátio da prova prática do Detran/PE, 1º Curso para Formação de Mecânico de Bicicleta de Pernambuco.


O vídeo da entrevista pode ser acessado AQUI.

www.mobilidadeniteroi.com
facebook/mobilidadeniteroi

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Dezembro de 2016 - Fechamos com novo recorde!

Por Sérgio Franco


139,5 ciclos por hora! A maior contagem que tivemos ao longo desses 2 anos de monitoramento da ciclovia da Av. Amaral Peixoto! Um aumento impressionante quando lembramos que o único aumento da malha cicloviária foi a implantação da ciclofaixa, no dia 31 de março na Rua Miguel Couto (73 ciclos/hora) e em novembro tivemos a implementação da ciclovia segregada na Rua São Lourenço, esta com um fluxo de ciclo de 159,5 ciclos por hora, antes mesmo da ciclovia.
Relatório completo AQUI

Estas novas estruturas podem ter ajudado? Podem, mas mesmo sem elas acreditamos que ainda constataríamos um crescimento no número de usuários de bicicletas. 

Mas por que dizemos isto? Só acompanharmos os gráficos!

Ciclos por hora

O crescimento tem sido constante. Em todos os meses de 2016 quando comparados com os meses correspondentes de 2015 verificamos, sempre, um número maior de ciclos. E se a linha de tendência se mantiver, e acreditamos que vai, os números vão continuar crescendo.

Já em dezembro de 2016, ao realizarmos as contagens automáticas, já tínhamos tido um crescimento de 42,29% quando  comparamos com as contagens automáticas de dezembro de 2015.

A média anual (média de todas as contagens do ano) do fluxo de ciclos da ciclovia da Av. Amaral Peixoto subiu de 93,9 ciclos/hora em 2015 para 114,5 ciclos por hora em 2016.

Média Anual
Niterói já vem mostrando que os números de ciclistas na cidade expressivo e tem superado, em muitas localidades, os números do Rio de Janeiro, uma cidade com população de 6.320.000 habitantes contra os 497.000 habitantes de Niterói, ou seja, um número 6 vezes maior. Os números das contagens podem ser vistos abaixo e notamos que praticamente só são inferiores aos da ciclovia da orla de Copacabana.


O apoio da prefeitura de Niterói à ciclomobilidade é mínimo, falta estrutura, que não acompanha o crescimento da demanda, e o pior, se tivéssemos uma estrutura adequada o número de pessoas que estariam usando a bicicleta como meio de transporte seria, com certeza, bem maior. 

Ainda sofremos com a falta de fiscalização e diariamente ciclistas são confrontados por motoristas e motociclistas, além da conservação precária, senão inexistente, das ciclovias. Como exemplo, a ciclovia mais importante da cidade não tem um único segregador reposto a mais de 1 ano.

Vale lembrar que tivemos crescimento no número de ciclos em todas as ciclovias da cidade, mesmo com o grande gargalo que temos que é a Av. Marquês de Paraná, onde contamos, em agosto de 2016, 280,5 ciclos/hora!

Nem mesmo a velocidade da via foi revista, hoje regulamentada em até 60 km/h, apesar de hoje ela estar 82% do tempo com velocidades de menos de 30 km/h.

Infelizmente, acreditamos que neste ponto, a administração da cidade não pretende mais fazer nenhuma intervenção. Por que dizemos isto? A administração da NitTrans e Secretaria de Urbanismo e Mobilidade continuam sendo geridos pelas mesmas pessoas (O Fluminense), portanto, a filosofia se manterá a mesma, e como sabemos, não são à favor da ciclomobilidade. Não encaram a bicicleta como meio de transporte e não entendem que, em uma cidade como Niterói (com curtas distâncias e relevo favorável), estimular o uso da bicicleta é diminuir o número de carros nas ruas e consequentemente melhorar a fluidez do trânsito.

O fato é que nós, pessoas que adotamos as bicicletas como principal meio de transporte, é que temos feito a diferença. Somos nós que estamos tornando a cidade mais humana, nós é que estamos melhorando a fluidez do trânsito sendo um carro a menos na cidade. Só lembrarmos que em vez de 280 ciclos por hora poderíamos ser mais 280 carros por hora, já imaginou?


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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Av. Marquês de Paraná - Velocidade Média - 30 km/h

Por Sérgio Franco




O Mobilidade Niterói fez um levantamento da velocidade média que encontramos em diversos trechos da Av. Marquês de Paraná, uma das mais importantes ligações entre a zona norte, zona sul e centro. Só na ligação entre a zona sul com o centro são mais de 280 ciclos/hora e na Rua São Lourenço foram contatos mais de 159 ciclos/hora.

Mas como fizemos o levantamento?

Escolhemos o período de 4 a 8 de abril de 2016, período posterior ao levantamento dos dados usados na elaboração do relatório (março de 2016)  e que, portanto, abrangeu somente os dados históricos. Consequentemente, as médias de velocidade e tempo de viagem são relativas às análises históricas da própria ferramenta do Google, sem ter abrangido eventuais ocorrências em tempo real que alterariam a análise

Para termos maior segurança sobre o funcionamento do Google Maps entramos em contato com dois sites especializados, enviamos uma imagem de exemplo e perguntamos como o Google calculava os tempos de viagem:
  

“Essas são estimativas de quanto pode variar seu tempo de viagem. No caso citado seria uma média entre os dois valores. 7 se estiver tudo ok e 14 min na pior das hipóteses (se há transito, faróis fechados, terreno ruim, etc). Média de 10 minutos.”

Resposta do Grupo NZN (www.gruponzn.com)

“O Google utiliza o máximo de variáveis possíveis encontradas no trajeto para estimar o tempo de viagem, isso inclui velocidades máximas e mínimas das estradas, histórico de trânsito do local, tipos de estrada, etc. Depois ele cruza tudo com tempos reais de viagem de um ponto a outro para chegar a um valor aproximado.”

O horário escolhido para a análise foi de 7 às 22 horas. E foram escolhidos 4 trechos que fazem a ligação entre a Rua São Lourenço, e a Av. Quintino Bocaiuva, início da Av. Presidente Roosevelt.

Por ser uma via tão importante nos fez questionar a velocidade regulamentada de 60 km/h, será que é possível baixar esta velocidade? Surpreendentemente nos parece que sim.


Nos 4 trechos analisados constatamos que em mais de 82% do tempo as velocidades médias já são inferiores aos 30 km/h.


Relatório completo AQUI
Portanto, não existe motivo para que as velocidades regulamentas para o trechos analisados sejam de até 60 km/h. 

Mas qual é o problema com uma velocidade regulamentada de 60 km/h? 

Bem, como foi demonstrado no relatório, as velocidade médias dos quatro trechos estudados continuam 82% do tempo inferiores aos 30 km/h, contudo o grande problema que encontramos são os "espaços vazios", trechos em que existem poucos veículos e os motoristas, com uma falsa sensação de estarem ganhando tempo, aceleram, pondo em risco ciclistas e pedestres.

Os trechos analisados foram:
 
  • Rua São Lourenço à Av. Pres Rooselvelt;
  • Av. Pres Rooselvelt à Rua São Lourenço;
  • Rua São Lourenço à Av. Miguel de Frias;
  • Rua Dr. Paulo Cesar à Rua São Lourenço
A Av. Marquês de Paraná é realmente uma via de grande fluxo de carros, ônibus e caminhões, mas é também uma área intensamente povoada, com grande número de pedestres e ciclistas, ou seja, pessoas.

Não existindo ganho para os veículos motores com a velocidade de 60 km/h, por que insistir nesta?

Outra solução seria estabelecer na via faixas de rolamento com velocidades regulamentadas diferentes, com velocidades máximas em seus bordos de 30 km/h. 

Velocidades reduzidas salvam vidas

Além de não prejudicar a fluidez no trânsito, velocidades menores salvam vidas, e temos dados de diversas cidades no mundo como vemos na imagem acima. São resultados positivos na França, Dinamarca, Noruega, Estados Unidos, Suíça, Suécia e Austrália.

Velocidade máxima alta, como ficou mais uma vez provado, não é velocidade média alta e é esta que interessa para uma melhor fluidez no trânsito.



E como podemos ver na demonstração de Doug MacDonald acima, que foi secretário de transporte de Washington, velocidade máxima alta, pelo contrário, pode diminuir a velocidade média da via.

Além da óbvia redução da velocidade, acreditamos que nesta via em particular é essencial a implantação de uma ciclovia.

A TC Urbes, já elaborou projeto para uma ciclovia na Av. Marquês de Paraná, a pergunta que fazemos é, cadê este projeto? Por que ainda não foi implantado? Existem outros projetos para a via? 


A prefeitura de Niterói tem que decidir se vai ou não aproveitar a vocação que Niterói tem para ser uma cidade amiga da bicicleta e consequentemente amiga de todos.



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Quanto mais pessoas usarem a bicicleta
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domingo, 11 de dezembro de 2016

Contagens Automáticas 2016 - Números maiores que os do Rio!

Por Sérgio Franco



Pela segunda vez conseguimos realizar uma contagem automática em Niterói, graças ao Transporte Ativo, que nos emprestou o equipamento e que sem este seria muito difícil, sem a ajuda de voluntários, realizar uma contagem de 12 horas!

A contagem, além da super ajuda do Transporte Ativo, contou com a parceria do Niterói de Bicicleta, que, além de ir buscar o equipamento, ajudou na montagem e desmontagem do mesmo.


Relatório Completo AQUI

As contagens ocorreram nos dias 6 e 7 de dezembro. No dia 6 a contagem foi feita na ciclovia da Av. Amaral Peixoto, entre as Ruas Visconde de Uruguai e Maestro Felício Toledo.

Na ciclovia da Av. Amaral Peixoto contabilizados 1556 ciclos, o que da um fluxo de ciclos de 119,69 ciclos por hora! Quando ajustamos o horário para o mesmo período da contagem de 2015 temos 1443 ciclos e um fluxo de 117,75 ciclos por hora!

Ciclovia Av. Amaral Peixoto

Ao compararmos os dados de 2015 com os de 2016 podemos constatar um aumento de 42,29%. 


42% de aumento


Na parte da manhã o maior fluxo foi de 158 ciclos/hora entre as 8 e as 9 horas, já no período da tarde a maior contagem foi de 161 ciclos/hora no período entre 18 e 19 horas.



Na ciclovia da Av. Roberto Silveira foram contados 1931 ciclos, ou seja, 148,53 ciclos/hora. Quando ajustamos o horário para podermos fazer comparação com os dados de dez/2015, ago/2016 e dez/2016 temos um fluxo de ciclos de 147,5 ciclos/hora!

Ciclovia Av. Roberto Silveira
Ao compararmos dezembro de 2015 com dezembro de 2016 verificamos um aumento de 71%. Mas não devemos ignorar os dados de agosto de 2016 levantados pela aluna de mestrado da UFRJ, Roberta Pedroza, que contabilizou neste mesmo período um fluxo de 166,5 ciclos/hora!

71% de aumento

Mas o mais surpreendente dos números esta na comparação com os dados do Rio de Janeiro, onde Niterói esta com as 6 maiores contagens se excluirmos a ciclovia da orla de Copacabana.

Comparações com o Rio de Janeiro

Claro que constatamos problemas que fizemos constar do relatório, mas o que é incontestável é o crescimento do número de usuários da bicicleta. Este crescimento é constatado em todas as vias que o Mobilidade Niterói acompanha.

A Prefeitura de Niterói infelizmente, parece que até o momento não se deu conta da importância deste crescimento e parece não dar muito importância. Hoje, somente o Niterói de Bicicleta trabalha em prol da mobilidade ativa, mesmo sem ter estrutura ou verbas próprias. Órgãos desta mesma prefeitura parecem não terem o mesmo pensamento de que a bicicleta é um meio viável de locomoção urbana em Niterói. NitTrans, Secretaria de Urbanismo e Mobilidade e Emusa, que possuem verbas e estrutura, raramente fazem alguma intervenção que promova o uso da bicicleta e quando fazem, fazem perigosamente mal feitas, veja o caso da "ciclofaixa" da Rua Moreira Cesar (Secretaria de Urbanismo e Mobilidade), "ciclovia" do Barreto (Emusa) e "ciclofaixa" temporária da Av. Marquês de Paraná (NitTrans) e a instalação da ciclovia da Rua São Lourenço (NitTrans).

É urgente que esta política seja mudada para, não só acompanhar o crescimento contínuo dos modais ativos (destaque para bicicleta) como para também estimular a aceleração deste crescimento, atraindo novos usuários. Quanto mais usuários da bicicleta tivermos para as curtas distâncias (5 km), melhor será o trânsito para quem ainda tem que usar o carro.


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