sábado, 14 de janeiro de 2017

I Encontro Para o Desenvolvimento do Cicloturismo - A impressão dos palestrantes sobre a ciclomobilidade em Niterói

Por Sérgio Franco

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Durante o I Encontro Para o Desenvolvimento do Cicloturismo o Mobilidade Niterói entrevistou alguns dos palestrantes convidados.

Apesar do tema do congresso ter sido o cicloturismo urbano na maioria das apresentações foi feito um link direto entre o desenvolvimento do cicloturismo e a ciclomobilidade, afinal, uma cidade que não é amigável as bicicletas não é convidativa para os cicloturistas. Mas temos que entender como cicloturista não necessariamente o que se define como ciclista, mas também aquele turista que tendo oportunidade prefere usar a bicicleta para fazer o passeio.

E são muitos os turistas, nacionais ou estrangeiros, que deixam de vir a Niterói só por causa deste detalhe e os poucos que veem se restringem ao MAC.

Vale lembrar que não existe nenhum impedimento para o turista pegar uma bicicleta do "itaú" e vir para Niterói.



Os palestrantes entrevistados, todos com grande experiência na ciclomobilidade e cicloturismo, nos deram suas impressões sobre a ciclomobilidade em Niterói e puderam dar esta opinião pois nos dois dias de congresso usaram as bicicletas para se locomoverem e pedalaram além do óbvio, Icaraí, Boa Viagem, Centro, pedalaram também por vias como a Rua Mariz e Barros, ciclovia da Av. Roberto Silveira, ciclovia da Av. Amaral Peixoto e logicamente acabaram passando pela famosa e preocupante Av. Marquês de Paraná, que aliás foi o alvo de muitas críticas de todos.

Infelizmente não conseguimos entrevistar todos os palestrantes, temos certeza que todos teriam muito para acrescentar com suas experiências.

Os entrevistados foram:

André Geraldo Soares


Bacharel e Licenciado em Filosofia, Especialista em Educação Ambiental, Mestre em Sociologia Política. Educador social, educador ambiental, consultor em mobilidade ciclística, professor e pesquisador. Ex membro do Conselho Municipal de Transportes de Florianópolis, Coordenador do Departamento de Mobilidade da ACBC – Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú, Diretor Presidente da UCB – União de Ciclistas do Brasil.

Cristóbal Peña


Ciclista e empreendedor. Formado em Administração em Ecoturismo pela Universidad Nacional Andrés Bello e em Engenharia de Execução em Gestão Industrial pela Universidad Federico Santa Maria. No ano de 2014 dá início à agência de turismo receptivo BellaBike Tours, em Santiago do Chile, na qual trabalha como diretor, organizando visitas guiadas por Santiago e arredores. Sua vida profissional está 100% ligada ao turismo e ao ecoturismo, tendo participado como consultor em diferentes projetos relacionados ao planejamento turístico de diferentes regiões do Chile.

Gustavo Vinícius Santos de Carvalho


Fundador e Diretor da KuritBike desde 2010 atualmente é também Presidente do Núcleo de Turismo Receptivo de Curitiba, conselheiro do Conselho Municipal de Turismo de Curitiba e consultor da Instância de Governança Regional da região de Maringá a RETUR. Em 2015 recebeu, através do trabalho da KuritBike o prêmio de Melhor Empreendimento do Brasil no Fomento ao Uso da Bicicleta.

Marcelo Iha


Ciclista urbano há mais de uma década e gosta de pedalar em subidas. Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, bacharel e licenciado em Geografia pela USP, trabalha atualmente na Comunicação da São Paulo Turismo (SPTuris, empresa de turismo e eventos da Prefeitura de São Paulo), onde participou do projeto SP de Bike. Teve experiência profissional em veículos de imprensa nas áreas de Cultura (Música), Turismo e Meio Ambiente, além de organizações do Terceiro Setor que atuam em Proteção Animal, Educação e Direitos Humanos.

Rodrigo Telles


Engenheiro pela POLI-USP, Guia de Turismo Embratur e Educador Ambiental, é Fundador e atualmente Diretor do Clube de Cicloturismo do Brasil, criado em 2001. Há 15 anos trabalha pela divulgação e pela difusão do cicloturismo. Participou da iniciativa e do trabalho técnico para a elaboração dos primeiros circuitos oficiais de cicloturismo no país. Presta assessoria para implementação de rotas de cicloturismo rurais e urbanas. Participou da elaboração das normas técnicas ABNT do setor de cicloturismo. É organizador do Encontro Nacional de Cicloturismo e de outros eventos como o Velotour que visam incentivar iniciantes a ganhar autonomia para pedalar. É apaixonado por fotografia, viagens e montanhas.

Rosaly Almeida


Psicóloga (UCP). Cursando Pós Graduação em Gestão da Mobilidade Urbana (IBGM). Atuação na criação e gerencia do Programa Pedala PE de jun/2012 a abril/2016. Responsável pela elaboração e gestão de diversos projetos, entre eles: bicicleta pública compartilhada, Plano Diretor Cicloviário da Região Metropolitana do Recife, bicicleta para Fernando de Noronha, Circuito de Cicloturismo do Agreste, infraestrutura cicloviária do trecho Marco Zero a Fabrica do Tacaruna, Bike na Escola, circuito de bicicleta nas comunidades, Programa Pedala Servidor, capacitação para motoristas de ônibus da Região Metropolitana do Recife, Oficina de Mobilidade por Bicicleta para os Diretores das Autoescolas de Pernambuco, Capacitação dos Instrutores das Autoescolas de Pernambuco, bicicleta estática no pátio da prova prática do Detran/PE, 1º Curso para Formação de Mecânico de Bicicleta de Pernambuco.


O vídeo da entrevista pode ser acessado AQUI.

www.mobilidadeniteroi.com
facebook/mobilidadeniteroi

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Dezembro de 2016 - Fechamos com novo recorde!

Por Sérgio Franco


139,5 ciclos por hora! A maior contagem que tivemos ao longo desses 2 anos de monitoramento da ciclovia da Av. Amaral Peixoto! Um aumento impressionante quando lembramos que o único aumento da malha cicloviária foi a implantação da ciclofaixa, no dia 31 de março na Rua Miguel Couto (73 ciclos/hora) e em novembro tivemos a implementação da ciclovia segregada na Rua São Lourenço, esta com um fluxo de ciclo de 159,5 ciclos por hora, antes mesmo da ciclovia.
Relatório completo AQUI

Estas novas estruturas podem ter ajudado? Podem, mas mesmo sem elas acreditamos que ainda constataríamos um crescimento no número de usuários de bicicletas. 

Mas por que dizemos isto? Só acompanharmos os gráficos!

Ciclos por hora

O crescimento tem sido constante. Em todos os meses de 2016 quando comparados com os meses correspondentes de 2015 verificamos, sempre, um número maior de ciclos. E se a linha de tendência se mantiver, e acreditamos que vai, os números vão continuar crescendo.

Já em dezembro de 2016, ao realizarmos as contagens automáticas, já tínhamos tido um crescimento de 42,29% quando  comparamos com as contagens automáticas de dezembro de 2015.

A média anual (média de todas as contagens do ano) do fluxo de ciclos da ciclovia da Av. Amaral Peixoto subiu de 93,9 ciclos/hora em 2015 para 114,5 ciclos por hora em 2016.

Média Anual
Niterói já vem mostrando que os números de ciclistas na cidade expressivo e tem superado, em muitas localidades, os números do Rio de Janeiro, uma cidade com população de 6.320.000 habitantes contra os 497.000 habitantes de Niterói, ou seja, um número 6 vezes maior. Os números das contagens podem ser vistos abaixo e notamos que praticamente só são inferiores aos da ciclovia da orla de Copacabana.


O apoio da prefeitura de Niterói à ciclomobilidade é mínimo, falta estrutura, que não acompanha o crescimento da demanda, e o pior, se tivéssemos uma estrutura adequada o número de pessoas que estariam usando a bicicleta como meio de transporte seria, com certeza, bem maior. 

Ainda sofremos com a falta de fiscalização e diariamente ciclistas são confrontados por motoristas e motociclistas, além da conservação precária, senão inexistente, das ciclovias. Como exemplo, a ciclovia mais importante da cidade não tem um único segregador reposto a mais de 1 ano.

Vale lembrar que tivemos crescimento no número de ciclos em todas as ciclovias da cidade, mesmo com o grande gargalo que temos que é a Av. Marquês de Paraná, onde contamos, em agosto de 2016, 280,5 ciclos/hora!

Nem mesmo a velocidade da via foi revista, hoje regulamentada em até 60 km/h, apesar de hoje ela estar 82% do tempo com velocidades de menos de 30 km/h.

Infelizmente, acreditamos que neste ponto, a administração da cidade não pretende mais fazer nenhuma intervenção. Por que dizemos isto? A administração da NitTrans e Secretaria de Urbanismo e Mobilidade continuam sendo geridos pelas mesmas pessoas (O Fluminense), portanto, a filosofia se manterá a mesma, e como sabemos, não são à favor da ciclomobilidade. Não encaram a bicicleta como meio de transporte e não entendem que, em uma cidade como Niterói (com curtas distâncias e relevo favorável), estimular o uso da bicicleta é diminuir o número de carros nas ruas e consequentemente melhorar a fluidez do trânsito.

O fato é que nós, pessoas que adotamos as bicicletas como principal meio de transporte, é que temos feito a diferença. Somos nós que estamos tornando a cidade mais humana, nós é que estamos melhorando a fluidez do trânsito sendo um carro a menos na cidade. Só lembrarmos que em vez de 280 ciclos por hora poderíamos ser mais 280 carros por hora, já imaginou?


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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Av. Marquês de Paraná - Velocidade Média - 30 km/h

Por Sérgio Franco




O Mobilidade Niterói fez um levantamento da velocidade média que encontramos em diversos trechos da Av. Marquês de Paraná, uma das mais importantes ligações entre a zona norte, zona sul e centro. Só na ligação entre a zona sul com o centro são mais de 280 ciclos/hora e na Rua São Lourenço foram contatos mais de 159 ciclos/hora.

Mas como fizemos o levantamento?

Escolhemos o período de 4 a 8 de abril de 2016, período posterior ao levantamento dos dados usados na elaboração do relatório (março de 2016)  e que, portanto, abrangeu somente os dados históricos. Consequentemente, as médias de velocidade e tempo de viagem são relativas às análises históricas da própria ferramenta do Google, sem ter abrangido eventuais ocorrências em tempo real que alterariam a análise

Para termos maior segurança sobre o funcionamento do Google Maps entramos em contato com dois sites especializados, enviamos uma imagem de exemplo e perguntamos como o Google calculava os tempos de viagem:
  

“Essas são estimativas de quanto pode variar seu tempo de viagem. No caso citado seria uma média entre os dois valores. 7 se estiver tudo ok e 14 min na pior das hipóteses (se há transito, faróis fechados, terreno ruim, etc). Média de 10 minutos.”

Resposta do Grupo NZN (www.gruponzn.com)

“O Google utiliza o máximo de variáveis possíveis encontradas no trajeto para estimar o tempo de viagem, isso inclui velocidades máximas e mínimas das estradas, histórico de trânsito do local, tipos de estrada, etc. Depois ele cruza tudo com tempos reais de viagem de um ponto a outro para chegar a um valor aproximado.”

O horário escolhido para a análise foi de 7 às 22 horas. E foram escolhidos 4 trechos que fazem a ligação entre a Rua São Lourenço, e a Av. Quintino Bocaiuva, início da Av. Presidente Roosevelt.

Por ser uma via tão importante nos fez questionar a velocidade regulamentada de 60 km/h, será que é possível baixar esta velocidade? Surpreendentemente nos parece que sim.


Nos 4 trechos analisados constatamos que em mais de 82% do tempo as velocidades médias já são inferiores aos 30 km/h.


Relatório completo AQUI
Portanto, não existe motivo para que as velocidades regulamentas para o trechos analisados sejam de até 60 km/h. 

Mas qual é o problema com uma velocidade regulamentada de 60 km/h? 

Bem, como foi demonstrado no relatório, as velocidade médias dos quatro trechos estudados continuam 82% do tempo inferiores aos 30 km/h, contudo o grande problema que encontramos são os "espaços vazios", trechos em que existem poucos veículos e os motoristas, com uma falsa sensação de estarem ganhando tempo, aceleram, pondo em risco ciclistas e pedestres.

Os trechos analisados foram:
 
  • Rua São Lourenço à Av. Pres Rooselvelt;
  • Av. Pres Rooselvelt à Rua São Lourenço;
  • Rua São Lourenço à Av. Miguel de Frias;
  • Rua Dr. Paulo Cesar à Rua São Lourenço
A Av. Marquês de Paraná é realmente uma via de grande fluxo de carros, ônibus e caminhões, mas é também uma área intensamente povoada, com grande número de pedestres e ciclistas, ou seja, pessoas.

Não existindo ganho para os veículos motores com a velocidade de 60 km/h, por que insistir nesta?

Outra solução seria estabelecer na via faixas de rolamento com velocidades regulamentadas diferentes, com velocidades máximas em seus bordos de 30 km/h. 

Velocidades reduzidas salvam vidas

Além de não prejudicar a fluidez no trânsito, velocidades menores salvam vidas, e temos dados de diversas cidades no mundo como vemos na imagem acima. São resultados positivos na França, Dinamarca, Noruega, Estados Unidos, Suíça, Suécia e Austrália.

Velocidade máxima alta, como ficou mais uma vez provado, não é velocidade média alta e é esta que interessa para uma melhor fluidez no trânsito.



E como podemos ver na demonstração de Doug MacDonald acima, que foi secretário de transporte de Washington, velocidade máxima alta, pelo contrário, pode diminuir a velocidade média da via.

Além da óbvia redução da velocidade, acreditamos que nesta via em particular é essencial a implantação de uma ciclovia.

A TC Urbes, já elaborou projeto para uma ciclovia na Av. Marquês de Paraná, a pergunta que fazemos é, cadê este projeto? Por que ainda não foi implantado? Existem outros projetos para a via? 


A prefeitura de Niterói tem que decidir se vai ou não aproveitar a vocação que Niterói tem para ser uma cidade amiga da bicicleta e consequentemente amiga de todos.



São só 5 km
Quanto mais pessoas usarem a bicicleta
nesta distância melhor será a fluidez do
trânsito para quem tem que usar o carro!





domingo, 11 de dezembro de 2016

Contagens Automáticas 2016 - Números maiores que os do Rio!

Por Sérgio Franco



Pela segunda vez conseguimos realizar uma contagem automática em Niterói, graças ao Transporte Ativo, que nos emprestou o equipamento e que sem este seria muito difícil, sem a ajuda de voluntários, realizar uma contagem de 12 horas!

A contagem, além da super ajuda do Transporte Ativo, contou com a parceria do Niterói de Bicicleta, que, além de ir buscar o equipamento, ajudou na montagem e desmontagem do mesmo.


Relatório Completo AQUI

As contagens ocorreram nos dias 6 e 7 de dezembro. No dia 6 a contagem foi feita na ciclovia da Av. Amaral Peixoto, entre as Ruas Visconde de Uruguai e Maestro Felício Toledo.

Na ciclovia da Av. Amaral Peixoto contabilizados 1556 ciclos, o que da um fluxo de ciclos de 119,69 ciclos por hora! Quando ajustamos o horário para o mesmo período da contagem de 2015 temos 1443 ciclos e um fluxo de 117,75 ciclos por hora!

Ciclovia Av. Amaral Peixoto

Ao compararmos os dados de 2015 com os de 2016 podemos constatar um aumento de 42,29%. 


42% de aumento


Na parte da manhã o maior fluxo foi de 158 ciclos/hora entre as 8 e as 9 horas, já no período da tarde a maior contagem foi de 161 ciclos/hora no período entre 18 e 19 horas.



Na ciclovia da Av. Roberto Silveira foram contados 1931 ciclos, ou seja, 148,53 ciclos/hora. Quando ajustamos o horário para podermos fazer comparação com os dados de dez/2015, ago/2016 e dez/2016 temos um fluxo de ciclos de 147,5 ciclos/hora!

Ciclovia Av. Roberto Silveira
Ao compararmos dezembro de 2015 com dezembro de 2016 verificamos um aumento de 71%. Mas não devemos ignorar os dados de agosto de 2016 levantados pela aluna de mestrado da UFRJ, Roberta Pedroza, que contabilizou neste mesmo período um fluxo de 166,5 ciclos/hora!

71% de aumento

Mas o mais surpreendente dos números esta na comparação com os dados do Rio de Janeiro, onde Niterói esta com as 6 maiores contagens se excluirmos a ciclovia da orla de Copacabana.

Comparações com o Rio de Janeiro

Claro que constatamos problemas que fizemos constar do relatório, mas o que é incontestável é o crescimento do número de usuários da bicicleta. Este crescimento é constatado em todas as vias que o Mobilidade Niterói acompanha.

A Prefeitura de Niterói infelizmente, parece que até o momento não se deu conta da importância deste crescimento e parece não dar muito importância. Hoje, somente o Niterói de Bicicleta trabalha em prol da mobilidade ativa, mesmo sem ter estrutura ou verbas próprias. Órgãos desta mesma prefeitura parecem não terem o mesmo pensamento de que a bicicleta é um meio viável de locomoção urbana em Niterói. NitTrans, Secretaria de Urbanismo e Mobilidade e Emusa, que possuem verbas e estrutura, raramente fazem alguma intervenção que promova o uso da bicicleta e quando fazem, fazem perigosamente mal feitas, veja o caso da "ciclofaixa" da Rua Moreira Cesar (Secretaria de Urbanismo e Mobilidade), "ciclovia" do Barreto (Emusa) e "ciclofaixa" temporária da Av. Marquês de Paraná (NitTrans) e a instalação da ciclovia da Rua São Lourenço (NitTrans).

É urgente que esta política seja mudada para, não só acompanhar o crescimento contínuo dos modais ativos (destaque para bicicleta) como para também estimular a aceleração deste crescimento, atraindo novos usuários. Quanto mais usuários da bicicleta tivermos para as curtas distâncias (5 km), melhor será o trânsito para quem ainda tem que usar o carro.


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domingo, 4 de dezembro de 2016

Resultado - Enquete de Outubro - Mulheres

Por Sérgio Franco



Na última contagem realizada na ciclovia da Av. Amaral Peixoto (pode ser acessada AQUI), fomos surpreendidos por um número extremamente baixo na participação das mulheres no uso dos meios ativos de transporte e em especial da bicicleta.

O problema que já tinha sido levantado no I Encontro Para o Desenvolvimento do Cicloturismo acabou se evidenciando não só na queda na participação delas no mês mas principalmente na tendência de que da que estamos constatando.

A importância do problema é tão grande que prorrogamos a enquete de Outubro para abranger também o mês de Novembro e tentarmos identificar os motivos da baixa adesão.

A população de Niterói é composta de 54% de mulheres, ou seja, são a maioria. Contudo esta participação no composição da população não esta se refletindo no uso dos transportes ativos e na contagem de Novembro foram apenas 8%.


Fonte: IBGE
Na SUA opinião , por que as mulheres ainda tem uma participação menor no uso da bicicleta? (Assédio no Trânsito)


Na SUA opinião, por que as mulheres ainda tem uma participação menor no uso da bicicleta como meio de transporte? (Estrutura cicloviária deficiente)


Na SUA opinião, por que as mulheres ainda tem uma participação menor no uso da bicicleta como meio de transporte? (Falta de segurança no trânsito) 



Na SUA opinião, por que as mulheres ainda tem uma participação menor no uso da bicicleta como meio de transporte? (Falta de segurança pública) 


Na SUA opinião, por que as mulheres ainda tem uma participação menor no uso da bicicleta como meio de transporte? [Desconforto pessoal (quanto à suor, roupas, cabelo e maquiagem)]


Ainda deixamos espaço para que os entrevistados dessem sua opinião pessoal:

Opinião dos homens:

  • Incentivo público com campanhas que estimulam a participação de todas
  • Eu e amigos ciclistas:independente do sexo, incentivar o uso da bicicleta e oferecer-se como guia no processo de adaptação ao novo meio de transporte.
  • Poder público: Infraestrutura cicloviária, sinalização e educação para o transito.
  • Empresas: Incentivar o uso de bike como meio de transporte, provendo local para banho, bicicletário e armário para o funcionário.
  • Eu e amigos ciclistas:independente do sexo, incentivar o uso da bicicleta e oferecer-se como guia no processo de adaptação ao novo meio de transporte.
  • Poder público: Infraestrutura cicloviária, sinalização e educação para o transito.
  • Empresas: Incentivar o uso de bike como meio de transporte, provendo local para banho, bicicletário e armário para o funcionário.
  • Prover segurança de forma que se sintam tão seguras e livres pra pedalar como os homens.
  • Participo de vários grupos de ciclismo e cicloturismo, de final de semana, onde muitas mulheres também pedalam...Por vezes, chega a ter mais mulheres do que homens! Mas no dia-a-dia, elas encontram muitas dificuldades para pedalar, por conta de seus diversos afazeres. Portanto, se nós, homens, ajudássemos para que não não houvessem tantos afazeres que dependam delas, aí sim optariam pela bicicleta com tranquilidade. Portanto, para que mais mulheres pedalem nas ruas, os homens têm que começar a fazer sua lição de casa e ajudar! 
  • Oferecer infraestrutura segurança e respeito.
  • Oferecendo mais segurança , faixas exclusivas etc
  • Campanha de Educação no Trânsito, Melhorar a Segurança Pública, Melhorar a Segurança no Trânsito, Melhorar e interligar a Malha Cicloviária.
  • Melhorar a estrutura cicloviária. 
  • Maior segurança publica e segurança cicloviária

As mulheres que participaram da pesquisa acabaram parem darem respostas mais completas e aquelas que ainda pedalam e até mesmo as que deixaram de pedalar deram suas opiniões pessoais que são de extrema importância, infelizmente, ao que parece, a falta de respeito transcende o meio de transporte escolhido.

Opinião das mulheres:

  • Poder público: melhorar a segurança pública Todos: ensinar noções básicas de mecânica para meninas e mulheresTodos: cortar desde cedo a ideia de que mulher deve servir aos homens de alguma forma - embora eu não tenha nenhuma história pessoal de assédio no trânsito, sei que tem muitas mulheres que já sofreram e outras que têm receio de pedalar por causa disso. Só que essa é uma questão cultural e tão entranhada na nossa sociedade que precisa de todo um trabalho de combate ao machismo. 
  • Campanhas de educação de motoristas, pedestres e ciclistas com atenção especial aos motoristas de ônibus e motoqueiros (ciclofaixa não é motofaixa!)
  • Efetivamente construir ciclovias seguras. Tantos estudos feitos e a execução não chega perto de uma estrutura segura.
  • Obs: na anterior entendi que 2 era importante!
  • Mulher de Bike significa  Seguranca! Contagems botafogo e laranjeiras mesmo com ciclovia mulheres eram de 10 % em botafogo por causa de. Ciclovias em areas de risco e interrompidas! E preciso ciclovia util que ligue origem destino e areas de interesse e fuja d eproblemaa conforme metodologia ciclorotas 
  • Publicidade para respeitar todos os ciclistas. Paz!
  • Criar mais ciclovias, bicicletários com banheiro, respeito ao ciclista e entender que precisa de proteção no trânsito em comparação com os outros veículos. 
  • Programas educacionais para o trânsito. Levar aos motoristas e aos guardas de trânsito o conhecimento dos direitos dos ciclistas, fazendo cumprir a lei.
  • Melhorar as condições de segurança pública na ruas. Meu maior medo, é ser assaltada com a bike. Já tive bike roubada.Incentivar as empresas a oferecer bicicletários e banheiros, para que as mulheres possam tomar banho e se arrumar para o trabalho.
  • Ter sempre bicicletas na rua,  ter sempre movimentos como pedal sonoro, Massa crítica e outros afins toda semana ou de 15 em 15 dias; qto mais se falar em melhorias na mobilidade urbana melhor para todos nós. Espero,  que as mulheres possam andar mais de bike pela cidade de niterói. Abraços 
  • Motoristas em geral pensam que nós ciclistas somos uma ameaça e por isso tentam a todo instante nos atingir,  quiçá nos eliminar de sua frente. Eles vêem nas mulheres o meio mais fácil. O pouco que sabem sobre lei de trânsito para os ciclistas não os fazem respeitar as leis de boa convivência, eles xingam,  humilham e até mesmo ameaçam , não só as mulheres, mas os ciclistas no geral. Porém,  as agressões verbais mais humilhantes  são  direcionadas as mulheres.  Temos medo. Temos família que nos esperam voltarmos com segurança.  Talvez por isso muitas estejam desistindo e preferindo usar outros meios de transporte. Ainda acredito que falta informação pública,  em locais estratégicos de forma clara e às vistas de.quem está ao volante. Somente a massificação das informações farão os motoristas entenderem que o uso da bicicleta é um caminho sem volta. Se pudéssemos fazer um BO usando as fotos e/ou os videos  com os absurdos que presenciamos e o risco que corremos, e os motoristas envolvidos  fossem multados por colocar a vida de  ciclista em risco, nos sentiriamos mais seguros e protegidos,  e eles pensariam duas vezes em fazer algo contra um ciclista, porém o poder público não tem muito interessante nisso. Não temos  carcaça de ferro nos protegendo. Apenas um capacete que no fundo não serve pra nada. Mas o motorista que está  confortavelmente sentado em seu carro não quer saber. Enfim, sou mulher,  vou pro trabalho,  vou ao medico,  vou ao supermercado,  vou a praia,  viajo e curto meu lazer tudo de bike, não há carro, ônibus ou caminhão do mundo que me faça parar;  a menos que me mate. Obrigada Viviane 
  • Eu cheguei a comprar uma bicicleta, mas consegui ir para o trabalho apenas 2 vezes por falta de ciclovias na metade do meu trajeto (Alameda São Boaventura). Para mim a ausência de ciclovia foi determinante para desistir de ir de bicicleta.
  • Mais ciclovias e educação no trânsito
  • Melhorar a estrutura viária: qualidade das pistas, sinalização adequada para pedestres, ciclistas, motoristas, pne, acessibilidade. Iluminação. Redução da velocidade dos carros, educação no trânsito para ttodos, especial profissionais do volante, interrogação modal c bicicleta.
  • Segurança é primordial. Muitas não andam de bicicleta por que tem medo do trânsito e de assaltos. Dizem que se não tivessem que andar nas ruas (sem ciclovias) elas iriam usar mais a bicicleta. 
  • Passar a discutir sobre o assunto ajuda muito. Interferir em situações claras de preconceito por gênero, criminoso ou psicológico. Ajudar na conscientização. Criar programas de incentivo especial para mulheres. E solucionar os pontos listados acima na própria pesquisa. Infra-estrutura, presença de poder público fiscalizador e coibidor de irregularidades/ crimes, sugerir/obrigar empresas a ter vestiário para receber os ciclistas. 
  • Mais apoio às mulheres que andam de bicicleta 
  • Melhora da estrutura cicloviária; Ciclovias com separadores para proporcionar mais segurança; Melhorar a segurança pública;
  • Segurança no trânsito. Sinalização indicativa
  • Campanhas educativas 
  • Melhor iluminação e segurança no transito, como uma condição mínima para a locomoção das mulheres na cidade independente do veículo e isso cabe ao poder público.Para os demais cidadãos sejam ciclistas ou motoristas ou pedestres, o assedio é um importante fator negativo, que diz respeito a mudança da cultura machista das cantadas e piadas de mau gosto, isso também contribui para a sensação de insegurança no transito.Assim como o respeito as leis de transito é um fator fundamental para a vida de todos.Então para todos como cidadãoes o importante é respeitar as leis de transito, não assediar as mulheres na rua e principalmente, se notar alguma mulher nervosa ou com expressão de insegurança na rua ou que esta pedindo socorro ajude-a, mostre-se solidário, pergunte se precisa de ajuda. por vezes ja fui assediada, gritei com o assediador e não recebi qualquer tipo de apoio ou solidariedade, ao contrario, recebi olhares de reprovação ou pior, risos de demais homens e acham graça da situação.
  • Em outubro resolvi adquirir uma bicicleta e comecei a ir trabalhar em Icaraí diariamente utilizando-a (SF x Icaraí), mas é muito perigoso e em alguns dias não me sinto bem para fazê-lo. Em SG só temos ciclovias na rua Timbiras e na praia nas demais ruas não existem ciclovias. Icaraí possui ciclovia na Roberto Silveira mas os carros param constantemente nela para desembarque e embarque de passageiros, viram sem sinalizar e não respeitam os ciclistas. Quando passo pela Pres. Roosevelt alguns carros se aproximam tanto que chego a perder o equilíbrio. Minha bicicleta tem a cadeirinha da minha filha atrás e mesmo quando estou com a minha filha os motoristas não respeitam. Utilizamos capacetes, buzinas, luzes de LED para facilitar a visualização dos motoristas mas ainda precisamos de um movimento de conscientização muito grande para um convívio respeitoso e seguro. Vejo o desrespeito com os motociclistas também e é lamentável.
  • Pessoas físicas só podem incentivar e pedalar junto. O poder publico precisa investir em mais infra estrutura cicloviária. Sem segurança, nem mulheres jovens nem mães com seus filhos se sentem à vontade para usar a bicicleta como meio de transporte em grandes cidades. 
  • As perguntas acima resumem o que se faz necessário mas a segurança é o principal. Enquanto nossas regras de transito não devidamente aplicadas continuaremos a ter acidentes. Também sou a favor da diminuição da velocidade em certas áreas.
  • Educação no trânsito. Diversas vezes já ouvi coisas como "sai da via e vai lavar uma roupa" no caminho para o trabalho. Segurança seria outro ponto crucial, pois eu mesma não pedalo a noite sozinha por medo. 
  • Melhorias nas ciclovias. Interligar as ciclovias e conscientização no transiti en relação ao pedestre
  • Aumentar a malha cicloviária (com ciclovias de fato, e não "ciclofaixas") e locais p troca de roupa e banho de ciclistas, assim como guardar bicicletas de maneira segura
  • Teveriamos ter mais ciclovias na cidade e mais bicicletários 
  • Acho que são duas coisas principais,  a questão do assédio e o respeito ao ciclista na ciclovia e na rua. 
  • O incentivo das empresas. Campanhas exclusivas. 
  • Gentileza no trânsito. E ciclovias funcionais.
  • Eu não uso mais a bicicleta por questão de segurança..dependendo da hora descarto a possibilidade da bike. Eu andando de bicicleta já fui perseguida por um carro, já ouvi inúmeras "gracinhas" (ofensivas e desrespeitosas comigo)...Eu vejo a pequena porcentagem de mulheres usando bicicleta como um reflexo da nossa sociedade. Onde o respeito com o outro falta e a cultura do medo prevalece. Educação, respeito e outra coisas que não me recordo agora podem melhorar...As ações precisam ser efetivas e constantes idealizada a longo prazo.


A enquete não teve um número suficiente de respostas para dar uma validação científica à pesquisa mas acreditamos que é uma pequena amostra do que esta acontecendo para que a participação das mulheres em uma das melhores formas de locomoção na cidade de Niterói seja tão pequena, mas a maior preocupação esta no decréscimo que estamos constatando nas ruas.

Claro, esta participação varia muito de região para região da cidade sendo maior na Zona Sul da cidade, contudo ainda é muito desproporcional ao número de homens que hoje já adotam a bicicleta como meio de transporte.

As dicas estão aí, e principalmente naquelas que dependem só de cada um de nós, temos a obrigação de ouvi-las.


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VOCÊ VAI ESTAR AJUDANDO A SUA CIDADE SER UMA CIDADE MELHOR PARA TODOS!



Contagem de Novembro - 121,5 Ciclos/Hora

Por Sérgio Franco


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Continuamos em uma tendência de crescimento no uso de ciclos, mas fomos surpreendidos por um número muito baixo de mulheres usando a bicicleta, e a tendência tem sido de queda.

Este mês de novembro a participação das mulheres no uso do transporte ativo foi de apenas 8%, igual ao menor resultado que já tivemos e que foi registrado em fevereiro de 2015.

Não seria alarmante se esta menor participação tivesse ocorrido neste único mês contudo o que temos visto é uma inversão na linha de tendência na média dos últimos 12 meses.


Média dos últimos 12 meses

Esta mesma queda é constatada quando comparamos a média do ano de 2015 com a média do ano de 2016 até o mês de novembro.

Médias nas participações 2015 x 2016


Em um quadro geral, o que notamos é um aumento constante no número de ciclos, não importando que parâmetros usamos para fazer este cálculo e por isto esta queda na participação das mulheres é tão preocupante


Crescimento constante

O relatório completo relativo a contagem de novembro acessado abaixo:
Relatório AQUI

Esta baixa participação das mulheres já tinha sido mencionada durante o congresso acadêmico do I Encontro Para o Desenvolvimento do Cicloturismo, mas quando observamos uma cidade como Niterói esta diferença e a tendência de queda tornam-se mais preocupantes já que a população do município é composta de 54% de mulheres (IBGE)

O resultado da sobre a participação das mulheres pode ser acessado abaixo:


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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Ciclovia da Rua São Lourenço - Resposta

Por Sérgio Franco


Em resposta ao mail pedindo explicações sobre a "ciclovia" da Rua São Lourenço (Matéria AQUI) enviado para o Niterói de Bicicleta e NitTrans (que é a verdadeira responsável por autorizar ou não a implantação de ciclovias e ciclofaixas) e com reforço do Pedal Sonoro e Fecierj, além de demais ciclistas que se manifestaram fortemente na rede, o Niterói de Bicicleta respondeu:

"Prezado Sérgio e demais, boa noite.

Informo que a execução da infraestrutura cicloviária da Rua São Lourenço será refeita nestes próximos dias (a depender da chuva), de acordo com o que foi planejado pela TC Urbes e posteriormente revisado pelo Programa Niterói de Bicicleta. 

Sérgio, aproveito para agradecer sua colaboração, inclusive na contagem de ciclistas na última terça-feira.

Os projetos solicitados estão disponíveis para consulta no escritório do Niterói de Bicicleta e se achar necessário estou a disposição para apresentá-los também.

Atenciosamente,

Isabela Ledo

Programa Niterói de Bicicleta"

Infelizmente e como é de praxe não obtivemos resposta da NitTrans.

Agradecemos aos ciclistas por se manifestarem e cobrarem da Prefeitura o compromisso assumido pela atual administração através da assinatura da Carta Compromisso Pela Mobilidade Ativa.

Contamos com a ajuda de todos para que toda e qualquer intervenção urbana contemple o item 5 da carta:

"Construir novas infraestruturas e aprimorar as existentes, essenciais para o deslocamento de pedestres e ciclistas (malha cicloviária, sinalização, faixas de pedestre, calçadas etc). Valer-se das intervenções urbanas e viárias, periódicas ou não, para a inclusão dessas estruturas, de forma a aumentar a segurança das pessoas;"

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