domingo, 4 de dezembro de 2016

Resultado - Enquete de Outubro - Mulheres

Por Sérgio Franco



Na última contagem realizada na ciclovia da Av. Amaral Peixoto (pode ser acessada AQUI), fomos surpreendidos por um número extremamente baixo na participação das mulheres no uso dos meios ativos de transporte e em especial da bicicleta.

O problema que já tinha sido levantado no I Encontro Para o Desenvolvimento do Cicloturismo acabou se evidenciando não só na queda na participação delas no mês mas principalmente na tendência de que da que estamos constatando.

A importância do problema é tão grande que prorrogamos a enquete de Outubro para abranger também o mês de Novembro e tentarmos identificar os motivos da baixa adesão.

A população de Niterói é composta de 54% de mulheres, ou seja, são a maioria. Contudo esta participação no composição da população não esta se refletindo no uso dos transportes ativos e na contagem de Novembro foram apenas 8%.


Fonte: IBGE
Na SUA opinião , por que as mulheres ainda tem uma participação menor no uso da bicicleta? (Assédio no Trânsito)


Na SUA opinião, por que as mulheres ainda tem uma participação menor no uso da bicicleta como meio de transporte? (Estrutura cicloviária deficiente)


Na SUA opinião, por que as mulheres ainda tem uma participação menor no uso da bicicleta como meio de transporte? (Falta de segurança no trânsito) 



Na SUA opinião, por que as mulheres ainda tem uma participação menor no uso da bicicleta como meio de transporte? (Falta de segurança pública) 


Na SUA opinião, por que as mulheres ainda tem uma participação menor no uso da bicicleta como meio de transporte? [Desconforto pessoal (quanto à suor, roupas, cabelo e maquiagem)]


Ainda deixamos espaço para que os entrevistados dessem sua opinião pessoal:

Opinião dos homens:

  • Incentivo público com campanhas que estimulam a participação de todas
  • Eu e amigos ciclistas:independente do sexo, incentivar o uso da bicicleta e oferecer-se como guia no processo de adaptação ao novo meio de transporte.
  • Poder público: Infraestrutura cicloviária, sinalização e educação para o transito.
  • Empresas: Incentivar o uso de bike como meio de transporte, provendo local para banho, bicicletário e armário para o funcionário.
  • Eu e amigos ciclistas:independente do sexo, incentivar o uso da bicicleta e oferecer-se como guia no processo de adaptação ao novo meio de transporte.
  • Poder público: Infraestrutura cicloviária, sinalização e educação para o transito.
  • Empresas: Incentivar o uso de bike como meio de transporte, provendo local para banho, bicicletário e armário para o funcionário.
  • Prover segurança de forma que se sintam tão seguras e livres pra pedalar como os homens.
  • Participo de vários grupos de ciclismo e cicloturismo, de final de semana, onde muitas mulheres também pedalam...Por vezes, chega a ter mais mulheres do que homens! Mas no dia-a-dia, elas encontram muitas dificuldades para pedalar, por conta de seus diversos afazeres. Portanto, se nós, homens, ajudássemos para que não não houvessem tantos afazeres que dependam delas, aí sim optariam pela bicicleta com tranquilidade. Portanto, para que mais mulheres pedalem nas ruas, os homens têm que começar a fazer sua lição de casa e ajudar! 
  • Oferecer infraestrutura segurança e respeito.
  • Oferecendo mais segurança , faixas exclusivas etc
  • Campanha de Educação no Trânsito, Melhorar a Segurança Pública, Melhorar a Segurança no Trânsito, Melhorar e interligar a Malha Cicloviária.
  • Melhorar a estrutura cicloviária. 
  • Maior segurança publica e segurança cicloviária

As mulheres que participaram da pesquisa acabaram parem darem respostas mais completas e aquelas que ainda pedalam e até mesmo as que deixaram de pedalar deram suas opiniões pessoais que são de extrema importância, infelizmente, ao que parece, a falta de respeito transcende o meio de transporte escolhido.

Opinião das mulheres:

  • Poder público: melhorar a segurança pública Todos: ensinar noções básicas de mecânica para meninas e mulheresTodos: cortar desde cedo a ideia de que mulher deve servir aos homens de alguma forma - embora eu não tenha nenhuma história pessoal de assédio no trânsito, sei que tem muitas mulheres que já sofreram e outras que têm receio de pedalar por causa disso. Só que essa é uma questão cultural e tão entranhada na nossa sociedade que precisa de todo um trabalho de combate ao machismo. 
  • Campanhas de educação de motoristas, pedestres e ciclistas com atenção especial aos motoristas de ônibus e motoqueiros (ciclofaixa não é motofaixa!)
  • Efetivamente construir ciclovias seguras. Tantos estudos feitos e a execução não chega perto de uma estrutura segura.
  • Obs: na anterior entendi que 2 era importante!
  • Mulher de Bike significa  Seguranca! Contagems botafogo e laranjeiras mesmo com ciclovia mulheres eram de 10 % em botafogo por causa de. Ciclovias em areas de risco e interrompidas! E preciso ciclovia util que ligue origem destino e areas de interesse e fuja d eproblemaa conforme metodologia ciclorotas 
  • Publicidade para respeitar todos os ciclistas. Paz!
  • Criar mais ciclovias, bicicletários com banheiro, respeito ao ciclista e entender que precisa de proteção no trânsito em comparação com os outros veículos. 
  • Programas educacionais para o trânsito. Levar aos motoristas e aos guardas de trânsito o conhecimento dos direitos dos ciclistas, fazendo cumprir a lei.
  • Melhorar as condições de segurança pública na ruas. Meu maior medo, é ser assaltada com a bike. Já tive bike roubada.Incentivar as empresas a oferecer bicicletários e banheiros, para que as mulheres possam tomar banho e se arrumar para o trabalho.
  • Ter sempre bicicletas na rua,  ter sempre movimentos como pedal sonoro, Massa crítica e outros afins toda semana ou de 15 em 15 dias; qto mais se falar em melhorias na mobilidade urbana melhor para todos nós. Espero,  que as mulheres possam andar mais de bike pela cidade de niterói. Abraços 
  • Motoristas em geral pensam que nós ciclistas somos uma ameaça e por isso tentam a todo instante nos atingir,  quiçá nos eliminar de sua frente. Eles vêem nas mulheres o meio mais fácil. O pouco que sabem sobre lei de trânsito para os ciclistas não os fazem respeitar as leis de boa convivência, eles xingam,  humilham e até mesmo ameaçam , não só as mulheres, mas os ciclistas no geral. Porém,  as agressões verbais mais humilhantes  são  direcionadas as mulheres.  Temos medo. Temos família que nos esperam voltarmos com segurança.  Talvez por isso muitas estejam desistindo e preferindo usar outros meios de transporte. Ainda acredito que falta informação pública,  em locais estratégicos de forma clara e às vistas de.quem está ao volante. Somente a massificação das informações farão os motoristas entenderem que o uso da bicicleta é um caminho sem volta. Se pudéssemos fazer um BO usando as fotos e/ou os videos  com os absurdos que presenciamos e o risco que corremos, e os motoristas envolvidos  fossem multados por colocar a vida de  ciclista em risco, nos sentiriamos mais seguros e protegidos,  e eles pensariam duas vezes em fazer algo contra um ciclista, porém o poder público não tem muito interessante nisso. Não temos  carcaça de ferro nos protegendo. Apenas um capacete que no fundo não serve pra nada. Mas o motorista que está  confortavelmente sentado em seu carro não quer saber. Enfim, sou mulher,  vou pro trabalho,  vou ao medico,  vou ao supermercado,  vou a praia,  viajo e curto meu lazer tudo de bike, não há carro, ônibus ou caminhão do mundo que me faça parar;  a menos que me mate. Obrigada Viviane 
  • Eu cheguei a comprar uma bicicleta, mas consegui ir para o trabalho apenas 2 vezes por falta de ciclovias na metade do meu trajeto (Alameda São Boaventura). Para mim a ausência de ciclovia foi determinante para desistir de ir de bicicleta.
  • Mais ciclovias e educação no trânsito
  • Melhorar a estrutura viária: qualidade das pistas, sinalização adequada para pedestres, ciclistas, motoristas, pne, acessibilidade. Iluminação. Redução da velocidade dos carros, educação no trânsito para ttodos, especial profissionais do volante, interrogação modal c bicicleta.
  • Segurança é primordial. Muitas não andam de bicicleta por que tem medo do trânsito e de assaltos. Dizem que se não tivessem que andar nas ruas (sem ciclovias) elas iriam usar mais a bicicleta. 
  • Passar a discutir sobre o assunto ajuda muito. Interferir em situações claras de preconceito por gênero, criminoso ou psicológico. Ajudar na conscientização. Criar programas de incentivo especial para mulheres. E solucionar os pontos listados acima na própria pesquisa. Infra-estrutura, presença de poder público fiscalizador e coibidor de irregularidades/ crimes, sugerir/obrigar empresas a ter vestiário para receber os ciclistas. 
  • Mais apoio às mulheres que andam de bicicleta 
  • Melhora da estrutura cicloviária; Ciclovias com separadores para proporcionar mais segurança; Melhorar a segurança pública;
  • Segurança no trânsito. Sinalização indicativa
  • Campanhas educativas 
  • Melhor iluminação e segurança no transito, como uma condição mínima para a locomoção das mulheres na cidade independente do veículo e isso cabe ao poder público.Para os demais cidadãos sejam ciclistas ou motoristas ou pedestres, o assedio é um importante fator negativo, que diz respeito a mudança da cultura machista das cantadas e piadas de mau gosto, isso também contribui para a sensação de insegurança no transito.Assim como o respeito as leis de transito é um fator fundamental para a vida de todos.Então para todos como cidadãoes o importante é respeitar as leis de transito, não assediar as mulheres na rua e principalmente, se notar alguma mulher nervosa ou com expressão de insegurança na rua ou que esta pedindo socorro ajude-a, mostre-se solidário, pergunte se precisa de ajuda. por vezes ja fui assediada, gritei com o assediador e não recebi qualquer tipo de apoio ou solidariedade, ao contrario, recebi olhares de reprovação ou pior, risos de demais homens e acham graça da situação.
  • Em outubro resolvi adquirir uma bicicleta e comecei a ir trabalhar em Icaraí diariamente utilizando-a (SF x Icaraí), mas é muito perigoso e em alguns dias não me sinto bem para fazê-lo. Em SG só temos ciclovias na rua Timbiras e na praia nas demais ruas não existem ciclovias. Icaraí possui ciclovia na Roberto Silveira mas os carros param constantemente nela para desembarque e embarque de passageiros, viram sem sinalizar e não respeitam os ciclistas. Quando passo pela Pres. Roosevelt alguns carros se aproximam tanto que chego a perder o equilíbrio. Minha bicicleta tem a cadeirinha da minha filha atrás e mesmo quando estou com a minha filha os motoristas não respeitam. Utilizamos capacetes, buzinas, luzes de LED para facilitar a visualização dos motoristas mas ainda precisamos de um movimento de conscientização muito grande para um convívio respeitoso e seguro. Vejo o desrespeito com os motociclistas também e é lamentável.
  • Pessoas físicas só podem incentivar e pedalar junto. O poder publico precisa investir em mais infra estrutura cicloviária. Sem segurança, nem mulheres jovens nem mães com seus filhos se sentem à vontade para usar a bicicleta como meio de transporte em grandes cidades. 
  • As perguntas acima resumem o que se faz necessário mas a segurança é o principal. Enquanto nossas regras de transito não devidamente aplicadas continuaremos a ter acidentes. Também sou a favor da diminuição da velocidade em certas áreas.
  • Educação no trânsito. Diversas vezes já ouvi coisas como "sai da via e vai lavar uma roupa" no caminho para o trabalho. Segurança seria outro ponto crucial, pois eu mesma não pedalo a noite sozinha por medo. 
  • Melhorias nas ciclovias. Interligar as ciclovias e conscientização no transiti en relação ao pedestre
  • Aumentar a malha cicloviária (com ciclovias de fato, e não "ciclofaixas") e locais p troca de roupa e banho de ciclistas, assim como guardar bicicletas de maneira segura
  • Teveriamos ter mais ciclovias na cidade e mais bicicletários 
  • Acho que são duas coisas principais,  a questão do assédio e o respeito ao ciclista na ciclovia e na rua. 
  • O incentivo das empresas. Campanhas exclusivas. 
  • Gentileza no trânsito. E ciclovias funcionais.
  • Eu não uso mais a bicicleta por questão de segurança..dependendo da hora descarto a possibilidade da bike. Eu andando de bicicleta já fui perseguida por um carro, já ouvi inúmeras "gracinhas" (ofensivas e desrespeitosas comigo)...Eu vejo a pequena porcentagem de mulheres usando bicicleta como um reflexo da nossa sociedade. Onde o respeito com o outro falta e a cultura do medo prevalece. Educação, respeito e outra coisas que não me recordo agora podem melhorar...As ações precisam ser efetivas e constantes idealizada a longo prazo.


A enquete não teve um número suficiente de respostas para dar uma validação científica à pesquisa mas acreditamos que é uma pequena amostra do que esta acontecendo para que a participação das mulheres em uma das melhores formas de locomoção na cidade de Niterói seja tão pequena, mas a maior preocupação esta no decréscimo que estamos constatando nas ruas.

Claro, esta participação varia muito de região para região da cidade sendo maior na Zona Sul da cidade, contudo ainda é muito desproporcional ao número de homens que hoje já adotam a bicicleta como meio de transporte.

As dicas estão aí, e principalmente naquelas que dependem só de cada um de nós, temos a obrigação de ouvi-las.


SÃO SÓ 5 KM
APROVEITA A DISTÂNCIA E VÁ DE BICICLETA
VOCÊ VAI ESTAR AJUDANDO A SUA CIDADE SER UMA CIDADE MELHOR PARA TODOS!



Contagem de Novembro - 121,5 Ciclos/Hora

Por Sérgio Franco


.

Continuamos em uma tendência de crescimento no uso de ciclos, mas fomos surpreendidos por um número muito baixo de mulheres usando a bicicleta, e a tendência tem sido de queda.

Este mês de novembro a participação das mulheres no uso do transporte ativo foi de apenas 8%, igual ao menor resultado que já tivemos e que foi registrado em fevereiro de 2015.

Não seria alarmante se esta menor participação tivesse ocorrido neste único mês contudo o que temos visto é uma inversão na linha de tendência na média dos últimos 12 meses.


Média dos últimos 12 meses

Esta mesma queda é constatada quando comparamos a média do ano de 2015 com a média do ano de 2016 até o mês de novembro.

Médias nas participações 2015 x 2016


Em um quadro geral, o que notamos é um aumento constante no número de ciclos, não importando que parâmetros usamos para fazer este cálculo e por isto esta queda na participação das mulheres é tão preocupante


Crescimento constante

O relatório completo relativo a contagem de novembro acessado abaixo:
Relatório AQUI

Esta baixa participação das mulheres já tinha sido mencionada durante o congresso acadêmico do I Encontro Para o Desenvolvimento do Cicloturismo, mas quando observamos uma cidade como Niterói esta diferença e a tendência de queda tornam-se mais preocupantes já que a população do município é composta de 54% de mulheres (IBGE)

O resultado da sobre a participação das mulheres pode ser acessado abaixo:


Clique AQUI

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SÃO SÓ 5 KM
EXPERIMENTE IR DE BICICLETA



quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Ciclovia da Rua São Lourenço - Resposta

Por Sérgio Franco


Em resposta ao mail pedindo explicações sobre a "ciclovia" da Rua São Lourenço (Matéria AQUI) enviado para o Niterói de Bicicleta e NitTrans (que é a verdadeira responsável por autorizar ou não a implantação de ciclovias e ciclofaixas) e com reforço do Pedal Sonoro e Fecierj, além de demais ciclistas que se manifestaram fortemente na rede, o Niterói de Bicicleta respondeu:

"Prezado Sérgio e demais, boa noite.

Informo que a execução da infraestrutura cicloviária da Rua São Lourenço será refeita nestes próximos dias (a depender da chuva), de acordo com o que foi planejado pela TC Urbes e posteriormente revisado pelo Programa Niterói de Bicicleta. 

Sérgio, aproveito para agradecer sua colaboração, inclusive na contagem de ciclistas na última terça-feira.

Os projetos solicitados estão disponíveis para consulta no escritório do Niterói de Bicicleta e se achar necessário estou a disposição para apresentá-los também.

Atenciosamente,

Isabela Ledo

Programa Niterói de Bicicleta"

Infelizmente e como é de praxe não obtivemos resposta da NitTrans.

Agradecemos aos ciclistas por se manifestarem e cobrarem da Prefeitura o compromisso assumido pela atual administração através da assinatura da Carta Compromisso Pela Mobilidade Ativa.

Contamos com a ajuda de todos para que toda e qualquer intervenção urbana contemple o item 5 da carta:

"Construir novas infraestruturas e aprimorar as existentes, essenciais para o deslocamento de pedestres e ciclistas (malha cicloviária, sinalização, faixas de pedestre, calçadas etc). Valer-se das intervenções urbanas e viárias, periódicas ou não, para a inclusão dessas estruturas, de forma a aumentar a segurança das pessoas;"

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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Ciclovia da Rua São Lourenço - Pedimos Explicação

Por Sérgio Franco


Um dia depois de divulgarmos uma contagem de 159,5 ciclos/hora da Rua São Lourenço (AQUI), contagem esta maior do que a da própria Av. Amaral Peixoto, que possui ciclovia, somos surpreendidos uma uma "nova ciclofaixa", contudo uma surpresa que poderia ter sido boa na verdade se tornou amarga.

A ciclofaixa foi estreitada!

Pode parecer pouco, mas para as 159,5 vidas que transitam por esta via todos os dias não é. O espaço não é nem mesmo suficiente para que dois ciclistas se cruzem ou façam ultrapassagem, sempre pondo em risco aquele que tem que ir para a rua.

A ciclofaixa ainda é usada por pedestres, já que na Rua São Lourenço não existe calçada.

15% dos ciclistas da cidade partem da zona norte e a Rua São Lourenço é a principal via de passagem para chegarem ao centro ou a zona sul.

Clique AQUI


Da mesma forma em diversos trechos da ciclofaixa viram estacionamento, já que não tem fiscalização. Talvez agora não vire mais estacionamento, já que o tamanho da ciclofaixa não comporta mais um carro.

A indignação se torna maior pois a melhoria da estrutura cicloviária foi compromisso assumido pelo atual prefeito Rodrigo Neves ao assinar a CARTA COMPROMISSO PELA MOBILIDADE ATIVA.


Enviamos mail para:

Niterói de Bicicleta e NitTrans (que é a verdadeira responsável por autorizar ou não a implantação de ciclovias e ciclofaixas). O mail ainda foi copiado para os vereadores, Daniel Marques, Leonardo Giordano e Paulo Eduardo Gomes, para o coletivo Pedal Sonoro e para a Fecierj, além de órgãos da imprensa.

Segue abaixo a transcrição do mail:

"Prezados,

É com grande decepção e indignação que constatamos que a Rua São Lourenço, via recentemente recapeada, não teve a implementação de uma estrutura cicloviária segura efetivada, pelo contrário, no momento da pintura da “nova ciclofaixa” a mesma foi estreitada.

O perigo aumenta pois na dita ciclofaixa não podem passar duas bicicletas juntas e ainda tem que ser compartilhada com pedestres devido a inexistência de calçadas. Tudo fica ainda mais perigoso com a completa falta de fiscalização onde a já precária ciclofaixa vira estacionamento.

Estamos falando de uma via de onde circulam, de acordo com a última contagem feita pelo Mobilidade Niterói no dia 29 de novembro de 2016, 159,5 VIDAS por hora! Um aumento de 23,64% em ralação ao mês de agosto de 2015. 


ou


Temos que lembrar também da carta compromisso assinada pelo prefeito reeleito Rodrigo Neves, que pode ser acessada pelo link: https://pedalsonoro.com.br/2016/09/09/carta-compromisso-niteroi-2016/, onde destacamos o seguinte trecho:

“2) Ajustar, concluir e executar, de maneira gradual, o Plano Cicloviário de Niterói elaborado pela empresa TC Urbes, assegurando a participação dos usuários e a transparência do processo.
...
5) Construir novas infraestruturas e aprimorar as existentes, essenciais para o deslocamento de pedestres e ciclistas (malha cicloviária, sinalização, faixas de pedestre, calçadas etc). Valer-se das intervenções urbanas e viárias, periódicas ou não, para a inclusão dessas estruturas, de forma a aumentar a segurança das pessoas;”
...
8) Implantar, com urgência, a conexão cicloviária Zona Sul – Centro – Zona Norte (Avenidas Marquês de Paraná – Jansen de Melo), por meio de estrutura segregada do trânsito de veículos motorizados;”

Tendo em vista tal absurdo que encontramos em relação ao compromisso assinado e o desprezo pelas vidas daqueles pais, mães, crianças que circulam pela Rua São Lourenço vindo e indo para Zona Norte da cidade, já tão mão assistida, e em nome da transparência pública, solicitamos com urgência:

  • Apresentação pública do projeto cicloviário elaborado pela TC Urbes para implementação do sistema cicloviário na Rua São Lourenço e Av. Marquês de Paraná.
  • Apresentação pública dos projetos elaborados pelo próprio Niterói de Bicicleta em relação a Rua São Lourenço e Av. Marquês de Paraná.
Deixamos claro que não é aceitável que nenhuma ciclovia ou ciclofaixa já existente e consagrada tenha seu tamanho reduzido em função de uma suposta melhora na “fluidez no trânsito”. Melhorar a “fluidez no trânsito” é hoje internacionalmente consagrado que seja, entre outras medidas, incentivado o uso da bicicleta, principalmente em uma cidade com as dimensões e relevo de Niterói.

No anexo fotos da ciclofaixa da Rua São Lourenço


Certos da pronta atenção de todos."


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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Rua São Lourenço - 159,5 Ciclos/Hora

Por Sérgio Franco



Sem estrutura cicloviária segura mas com um número impressionante de ciclistas e um crescimento de 23,64% em relação ao mês de agosto de 2015, a Rua São Lourenço é uma maravilhosa surpresa!

E ainda tivemos o aumento no número de mulheres usando a bicicleta, em agosto de 2015 elas eram 7% dos ciclistas que passavam pela São Lourenço, agora chegaram aos 10%!

O número impressiona e fica na frente da maior contagem já realizada na Av. Amaral Peixoto, que foi de 127,5 ciclos (matéria AQUI) e muito próxima da contagem realizada pela mestranda da UFRJ, Roberta Pedrosa, de 166,25 ciclos/hora na Av. Roberto Silveira, em agosto deste ano. Vias que possuem ciclovias!

Ciclistas aguardando o sinal
Rua São Lourenço x Av. Marquês de Paraná

A Rua São Lourenço foi recapeada no início do mês pela EMUSA, o recapeamento foi bem vindo contudo a ciclofaixa, que já era precária, deixou de existir, o que trouxe maiores transtornos e riscos para os usuários da via, mas que mesmo assim não desistiram da praticidade da bicicleta.

Esta seria a oportunidade para implementar o projeto do plano cicloviário elaborado pela TC URBES que abrange toda a cidade e contempla a Rua São Lourenço (matéria AQUI), contudo temos resistência dentro da própria prefeitura para a implementação deste projeto por parte de um dos órgãos mais importantes, ou seja, NitTrans (Na verdade uma empresa mista).

TC Urbes (Clique Aqui)
A mentalidade encontrada na NitTrans é a priorização dos veículos motores para garantir a fluidez no trânsito para estes. Ok, concordamos com a fluidez no trânsito, afinal, ainda sofremos com um precário transporte público e um péssimo planejamento urbanístico que incentiva o crescimento horizontal da cidade distanciando a população de seu local de trabalho, mas, melhorar a fluidez no trânsito é também diminuir a necessidade do uso do automóvel e entra na nesta conta o incentivo ao uso da bicicleta, principalmente em uma cidade como Niterói, com curtas distâncias e relevo favorável.

Equação simples, mais bicicletas, menos carros, melhor a "fluidez" no trânsito para todos, principalmente para aqueles que terão que continuar a usar seus carros.

Contudo, o que vimos, ainda pela manhã da contagem, foi a marcação para uma posterior pintura da ciclofaixa, mas nos mesmos moldes da anterior.

Medição e marcação da ciclofaixa

Se a antiga marcação realmente for se manter os ciclistas continuarão a correrem riscos, como já alertamos na matéria de agosto de 2015 (AQUI), principalmente no que diz respeito à chegada na Av. Marquês de Paraná, onde os veículos entram com velocidades altas, e praticamente passam por cima da ciclofaixa e a existência de um poste na esquina só esconde mais os ciclistas e a existência da própria ciclofaixa.




Vamos lembrar que o atual prefeito assinou a carta compromisso pela mobilidade ativa durante a campanha Bicicleta nas Eleições, que em Niterói foi levada à frente pelo Pedal Sonoro com ajuda do Mobilidade Niterói e que pode ser vista AQUI

Carta Compromisso Assinada
Destacamos alguns trechos da carta:
"...1) Cumprir as determinações do PNMU (Lei 12.587/2012), Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/1997) e Estatuto da Bicicleta (Lei Municipal 2832/2011), concedendo prioridade ao transporte coletivo, à mobilidade ativa e integração intermodal;2) Ajustar, concluir e executar, de maneira gradual, o Plano Cicloviário de Niterói elaborado pela empresa TC Urbes, assegurando a participação dos usuários e a transparência do processo. Definir um cronograma para sua implantação e para o cumprimento dos prazos estabelecidos;...
5) Construir novas infraestruturas e aprimorar as existentes, essenciais para o deslocamento de pedestres e ciclistas (malha cicloviária, sinalização, faixas de pedestre, calçadas etc). Valer-se das intervenções urbanas e viárias, periódicas ou não, para a inclusão dessas estruturas, de forma a aumentar a segurança das pessoas;
...
7) Adotar as medidas necessárias para “acalmar” o trânsito, como a redução de velocidade máxima das vias de acordo com a OMS, implantação de “zonas 30”, instalação de rotatórias, de faixas de pedestre elevadas, de sinalização etc. Na engenharia e operação do trânsito, dar prioridade absoluta à preservação da vida;8) Implantar, com urgência, a conexão cicloviária Zona Sul – Centro – Zona Norte (Avenidas Marquês de Paraná – Jansen de Melo), por meio de estrutura segregada do trânsito de veículos motorizados;
..."
Os itens destacados acima estão diretamente relacionados com a Rua São Lourenço, então, por que não aproveitaram a oportunidade do recapeamento para por em prática?

Deixamos claro que o crescimento do uso da bicicleta tem sido constatado em todas as regiões de Niterói.

O relatório completo pode ser acessado AQUI.
Relatório Completo AQUI

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BOM PARA VOCÊ
BOM PARA TODO MUNDO!


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Veja Como Foi o I Encontro Para o Desenvolvimento do Cicloturismo - Parte III

Por Sérgio Franco



No dia 27 começamos a manhã com uma visita técnica de parte do roteiro cicloturístico Caminho Niemeyer. 


Caminho Niemeyer

Começamos pelas obras localizadas na Praça Popular de Niterói, que além do Teatro Popular de Niterói conta com mais duas obras, a Fundação Oscar Niemeyer e o Memorial Roberto Silveira e ainda esta em construção a futura Nova Catedral de São João Batista.

Teatro Popular

Antes do inicio da pedalada foi contada uma breve história das obras e do próprio Oscar Niemeyer. Não só os palestrantes estavam presentes como também alunos de curso de turismo que apresentariam seus trabalhos além de outros ciclistas que se juntaram ao grupo.

A história das obras

Após darmos uma volta pela Praça Popular de Niterói e e termos uma descrição das obras fomos em direção ao MAC - Museu de Arte Contemporânea. 

Pedal e muito papo

A primeira parada foi na Praça Juscelino Kubitschek, onde nela encontramos a escultura de bronze encenando uma conversa entre Oscar Niemeyer e Juscelino Kubitschek sobre a construção de Brasília.

Niemeyer e JK
Também foi feito um pequeno relato sobre a construção da praça que foi iniciada na segunda metade do século XX, como homenagem ao Presidente Juscelino Kubitschek. Feita para simbolizar a futurismo do governo JK e marcar o fim das obras que resultaram no Aterro da Praia Grande. Com a última reforma a praça foi incorporada ao Caminho Niemeyer, e tendo a arquitetura do próprio Oscar Niemeyer.

Atenção para o guia

A última parada antes de chegarmos ao MAC - Museu de Arte Contemporânea foi na Reserva Cultural de Niterói, obra também do prestigioso Oscar Niemeyer e composta de modernas salas de cinema, cafés, restaurantes, cafeterias entre outras facilidades.

A Reserva Cultural fica em uma área de agitada vida noturna e que ainda mantém características arquitetônicas e urbanística do século passado é cercada pelo complexo do campus da UFF Gragoatá e onde estão situados a Igreja de São Domingos, que foi construída em 1652 e recebia constantes visitas da família real, além da Estação Cantareira, que foi um antigo estaleiro e estação das barcas e foi construído no início do século XX e onde hoje funciona o Espaço Cultural Estação Cantareira.

Igreja de São Domingos
Durante o percurso, tivemos uma surpresa nada agradável, um caminhão da Skoll estacionado sobre a ciclofaixa, causando risco para os ciclistas, principalmente para aqueles que vão em direção contrária a da mão da via. Infelizmente esta ocorrência é muito comum no local devido a falta de fiscalização.

Lamentável


Outra surpresa desagradável que tivemos ao longo do trajeto foi constatar que a ciclofaixa, que já é precária e mal feita, teve seu tamanho reduzido. Ficamos sabendo que esta repintura foi feita sem o conhecimento do Niterói de Bicicleta.

Perda de espaço na ciclofaixa

Não podemos deixar de concordar que este é um dos trajetos mais bonitos que temos pela orla de Niterói e faz parte não só do roteiro Orla como também do roteiro Niemeyer (que se sobrepõe).

Pão de Açúcar e Cristo Redentor ao fundo

Na chegada ao MAC, ainda no patio do mesmo, tivemos uma aula sobre a arquitetura com o Felipe Simões, estagiário do programa Niterói de Bicicleta e estudante de arquitetura da UFF. Onde foi explicado todo o contexto da obra no local.

Aula de Felipe Simões

Ainda tivemos uma visita guiada com o guia do próprio MAC - Museu de Arte Contemporânea explicando não só o contesto da obra de Niemeyer mas também da proposta do museu.

Mac, Pão de Açucar, Ilha da Boa Viagem 

Interior do MAC - Todos prestando atenção

A primeira parte do segundo dia do I Encontro Para o Desenvolvimento do Cicloturismo se encerrou no MAC, os palestrantes convidados tiveram o dia livre para visitar a cidade de Niterói e realmente visitaram. Parte do grupo foi fazer um pedal até a Fortaleza Santa Cruz e depois subiram o Parque da Cidade.

O dia ainda continuou com a mostra acadêmica, onde foram apresentados trabalhos acadêmicos voltados à temática do cicloturismo.

Leia também a parte I e a parte II.



5 km?
Experimente ir de bicicleta!


































quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Recapeamento da Rua São Lourenço - mas e a ciclovia?

Por Sérgio Franco




A Rua São Lourenço esta sendo recapeada, mas e a ciclovia? Perguntamos, e no dia 4 de novembro enviamos um mail para a prefeitura de Niterói, NitTrans, Niterói de Bicicleta e ao diretor de Operações da mesma, Alexendre Cony:

"Prezados,

Tomamos conhecimento que esta sendo feito o recapeamento da Rua São Lourenço, importante ligação com a Zona Norte de onde partem 15% dos ciclistas da cidade de Niterói.

Nossa preocupação é que sejam atendidos os compromissos assinado pelo atual prefeito Rodrigo Neves na Carta Compromisso Pela Mobilidade Ativa que pode ser acessada neste LINK.

Chamamos a atenção para os itens 2 e 5 da carta.

"2) Ajustar, concluir e executar, de maneira gradual, o Plano Cicloviário de Niterói elaborado pela empresa TC Urbes, assegurando a participação dos usuários e a transparência do processo. Definir um cronograma para sua implantação e para o cumprimento dos prazos estabelecidos;

5) Construir novas infraestruturas e aprimorar as existentes, essenciais para o deslocamento de pedestres e ciclistas (malha cicloviária, sinalização, faixas de pedestre, calçadas etc). Valer-se das intervenções urbanas e viárias, periódicas ou não, para a inclusão dessas estruturas, de forma a aumentar a segurança das pessoas;"

Confiamos que os compromissos assumidos pelo prefeito Rodrigo Neves sejam neste momento postos em prática.

Grato pela atenção"

Recebemos a resposta no dia 7 de novembro, mas somente do Niterói de Bicicleta.


"A obra de recapeamento que encontra-se em andamento na Rua São Lourenço contempla a repintura da ciclofaixa da via. Estamos trabalhando para garantir a aplicação das diretrizes de projeto apresentadas pela empresa TCUrbes, aumentando a segurança da via ciclável.

Att.

Programa Niterói de Bicicleta
Rua Visconde de Sepetiba 987, 6º Andar 
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O que sabemos é que a obra é de iniciativa e responsabilidade da EMUSA, porém não encontramos o mail da mesma. Ao que parece, mas ainda não podemos confirmar, é que as secretarias continuam sem "conversarem" umas com as outras e cada uma toma a decisão que bem entende e executa da forma que acha melhor.

Uma obra de intervenção urbana deveria ser pensada e discutida entre todas as secretarias para que todas as demandas fossem atendidas em uma só ação.

Infelizmente, ao que parece, e apesar da carta compromisso assinada, o Niterói de Bicicleta continua trabalhando sozinho sem a devida atenção ou consulta por parte das demais secretarias, órgãos e instituições que efetivamente possuem o poder, a verba e os meios de implementar mudanças. 

E os erros nos projetos e execuções são claros quando as obras cicloviárias são feitas por aqueles que nada entendem de mobilidade por bicicleta e nem mesmo são usuários da mesma.

Vamos aguardar os próximos capítulos.

www.mobiliadeniteroi.com
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